segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Lula critica montadoras e Vale por corte de vagas

Agora é tarde pra ficar reclamando...

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Se depender da vontade do presidente Lula, os empresários brasileiros não irão parar seus investimentos por causa da crise, nem continuar com demissões na indústria. Na última sexta-feira, ao encerrar uma visita a Pernambuco, onde, ao lado da ministra Dilma Rousseff, deu ordem de serviço para execução de mais um trecho da Ferrovia Transnordestina e vistoriou a duplicação da BR-101, obras integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente criticou as demissões na indústria automobilística em novembro e dezembro e até as mais recentes da ex-estatal Companhia Vale do Rio Doce (Vale).

Segundo ele, as empresas teriam condições de negociar com os funcionários porque já haviam ganho muito dinheiro no ano passado. "Brecaram rápido demais quando, na verdade, deveria ter sido uma paralisada muito paulatina, com férias coletivas, tentativas de acordo com o movimento sindical. Exageraram nas demissões. Disse isso na reunião com os empresários e para a indústria automobilística. Quase todas as empresas estão muito capitalizadas, todos ganharam muito dinheiro em 2008. Não era possível que no primeiro mês depois da quebra dos bancos americanos mandassem os trabalhadores embora", afirmou Lula.

O puxão de orelhas presidencial foi dado também no presidente da Vale, Roger Agnelli. "Eu, pessoalmente, liguei para o presidente da Vale do Rio Doce e disse que era um absurdo o que ele estava fazendo. A Vale tem muito dinheiro em caixa." O presidente, que inicialmente via o pivô das demissões - a crise financeira mundial - como uma marolinha, parece que começa a ver um tsunami que o governo não quer enfrentar sozinho e sim com os empresários e os trabalhadores. "É uma crise que não temos controle sobre ela. É uma crise de quebra do sistema financeiro mundial", disse, reforçando que os empresários têm que fazer sua parte nos momentos de dificuldades. Lula declarou ainda que torce pelo sucesso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mais do que por si mesmo, e pede a Deus para que Obama tome decisões acertadas a fim de recuperar a economia americana e garantir o aumento das exportações da Europa, Japão, China e, claro, do Brasil.

Valor On-line

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