segunda-feira, 23 de março de 2009
Vale e Petro
Bovespa disparou, levando a VALE5 a alta de 4,8%, a R$28,40.
A D30, onde estou lançado, bateu hoje a R$0,85, ultrapassou meu lançamento em cinco centavos. Por enquanto permaneço vendido nela, mas o dinheiro para uma eventual rolagem já está disponível na corretora. Lançar opções é assim mesmo, tem de estar sempre pronto para por dinheiro na opção em caso de alta, ao mesmo tempo que ganha com o papel. Meu limite com esta opção está bem próximo, se VALE5 se aproximar de de R$29,90, rompendo a resistência, vou rolar.
Como eu havia comentado em posts anteriores, a única resistência considerável que vejo em PETR4 está em R$32. A D32 fechou hoje a R$0,99, valor bastante alto, embute uma expectativa de alta forte ainda para PETR4, portanto chance de exercício me parece forte. Já a D34 vale apenas R$0,39, ainda não é um valor que me atraia para vender opções.
Desta forma, continuo aguardando um pouco mais em relação a opções de Petrobras.
Fundo do poço?
Venda coberta
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Os fundos de ações de Petrobras e Vale fizeram muito sucesso junto aos investidores de varejo nos tempos áureos da bolsa. Mas, neste momento de instabilidade dos mercados e aversão ao risco, os gestores procuram algum diferencial para atrair o investidor. É o caso do Hera Titan, um fundo de ações que aplica nos dois papéis e, além disso, busca um ganho extra no mercado de opções.
O fundo replica o que muitos investidores mais especializados estão fazendo para obter um ganho diferenciado com a volatilidade das ações. A carteira usa o mercado de opções, onde o investidor tem o direito de comprar ou vender um papel por um preço determinado em data preestabelecida. Para isso, montam operações chamadas de opções cobertas, explica Rodnei Riscali, diretor executivo da Hera Investment. Nelas, o investidor compra uma ação e ao mesmo tempo vende uma opção de compra. Se o papel subir além do previsto na opção, o investidor será obrigado a vender o papel pelo preço combinado com o comprador da opção. Já se o papel subir menos, a opção vira pó e o investidor fica com o prêmio da opção.
O que o Titan fará será usar essa estratégia em parte da carteira. Do total de recursos do fundo, 50% serão divididos entre ações de Petrobras e Vale. Na outra metade, também dividida entre as duas empresas, serão lançadas opções. Rodnei dá o exemplo de uma operação com Petrobras. O fundo compra 25% da carteira em papéis da estatal a R$ 30,00. Ao mesmo tempo, lança uma opção de compra a R$ 32,00. Ou seja, o fundo assume o compromisso de vender Petrobras a R$ 32,00 daqui um mês. Com isso, ganha um prêmio de R$ 0,60, pago pelo comprador da opção, e que é usado pelo fundo para comprar mais ações da Petrobras. Se forem compradas mil ações da Petrobras a R$ 30,00, o fundo receberá de prêmio pelas opções R$ 600, o suficiente para comprar mais 20 ações da estatal. "Isso permite aumentar a carteira sem o investidor colocar dinheiro novo", diz Riscali.
Cremer
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Pela primeira vez, um fundo de participações admitiu oficialmente a possibilidade de alterar a estrutura de controle da Cremer, empresa de distribuição e fabricação de produtos médicos e hospitalares. A possível mudança foi assumida pela Tarpon Investimentos, ao anunciar que ampliou sua fatia na empresa de 13% para 24,3%. Ou seja, sozinha, a gestora tem praticamente um quarto da companhia, cujo capital é pulverizado. É, com folga, sua maior acionista.
Conforme o Valor apurou, o salto ocorreu num único dia, terça-feira da semana passada, quando o volume negociado em bolsa alcançou R$ 27 milhões - mais de dez vezes a média do giro do papel.
Com esse passo, a soma da participação de diversos fundos que investem na companhia desde o ano passado ultrapassa 51%. São investidores de peso - com mais de 5% - a Credit Suisse Hedging-Griffo, a Poland, a Guepardo, além da própria Tarpon. Claritas e Rio Bravo também são acionistas importantes, embora com fatias menores.
Há tempos que o interesse dos fundos na Cremer despertou atenção no mercado. Há quem diga que a empresa é forte candidata a ser o primeiro caso no mercado brasileiro de uma formação de controle por minoritários organizados nas últimas duas décadas - o último exemplo mais relevante foi a tomada de poder da cervejaria Brahma pelo trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.
Apesar da aposta, os fundos investidores da Cremer não se declaram organizados - ao contrário, ressaltam a inexistência de acordo de voto conjunto. O movimento, ainda raro por aqui, é relativamente comum no mercado internacional, especialmente, nos Estados Unidos.
ValorDecisão do Fasb abre portas para festa dos bancos
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Jonathan Weil, Bloomberg News, de Nova York
Os bancos pediram aos auditores mais liberdade de movimento na forma como divulgam seus prejuízos para os investidores. Os auditores responderam cedendo-lhes até a alma.
Nesta semana, o Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira (Fasb) dos Estados Unidos revelou o que pode ser a proposta mais tola e falha em seus 36 anos de história. Caso siga adiante, o Fasb deveria trocar seu nome para Conselho de Padrões de Contabilidade Fraudulenta. É ruim assim.
Aqui está o que o conselho apresentou: a partir deste trimestre, as companhias dos Estados Unidos terão permissão para registrar os números do resultado líquido ignorando declínios profundos e de longo prazo no preço dos valores mobiliários que possuam. Não apenas títulos de dívidas, preste atenção, mas até ações ordinárias (ON, papéis com direito a voto) e outros papéis de renda variável.
Tudo que uma empresa teria de fazer é informar que não pretende vendê-los e que provavelmente não precisaria fazê-lo. Na maioria dos casos, não importaria quanto o valor caiu ou por quanto tempo. De fato, uma companhia teria de admitir estar em seu leito de morte antes que as regras a obrigassem a ter os lucros atingidos.
Portanto, se essas normas tivessem vigorado em 2008, uma empresa com ações da American International Group (AIG) ou da Fannie Mae, por exemplo, poderia excluir inteiramente o declínio do valor dessas ações de seu lucro líquido. Não faria diferença alguma que as empresas tivessem sido arrebatadas pelo governo no ano passado ou que ambas as cotações valessem pouco. A perda ficaria enterrada fora da demonstração de resultados, em uma linha no balanço patrimonial chamada "outros lucros amplos acumulados".
Estes são os resultados que temos quando as pessoas que escrevem os padrões contábeis cedem ante executivos de banco desesperados. E não é mistério por que motivos os três integrantes do Fasb que votaram pela mudança - Leslie Seidman, Lawrence Smith e o presidente Robert Herz - o fizeram. Os dois que se opuseram foram Tom Linsmeier e Marc Siegel.
Debêntures e FDIC
Vamos ver a taxa de juros que vai ser paga e se vai haver esforço de colocação junto aos pequenos investidores.
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O mercado busca fontes alternativas para financiar um total de mais de R$ 57 bilhões em projetos de concessões já licitadas no país em meio à maior crise de crédito da história. São R$ 10 bilhões para projetos de linhas de transmissão, R$ 20 bilhões para as duas grandes hidrelétricas do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio) e outros R$ 8,8 bilhões para estradas e o Rodoanel em São Paulo. Há mais de US$ 8 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões) necessários para a construção de 12 navios-sonda de perfuração de petróleo e plataformas semissubmersíveis que serão alugadas pela Petrobras.
Os números não incluem usinas de geração de energia térmica, pequenas centrais hidrelétricas e portos, segundo Cassio Schmitt, responsável pela área de "project finance" (financiamento de projetos) do Santander. O banco de capital espanhol foi o grande destaque nesse mercado em 2008, ao ficar como primeiro colocado nos rankings da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) de assessor financeiro de financiamento (considerando-se também o ABN Amro, que se uniu com o Santander no ano passado) e de assessor financeiro de concessões, obtidos pelo Valor.
Uma das dificuldades maiores é o financiamento das outorgas que têm de ser pagas aos governos Estaduais nas rodovias e Rodoanel, que chegam a R$ 5,5 bilhões, de acordo com Maria Estela Ferraz de Campos, gerente da área de financiamento de projeto do Itaú BBA e coordenadora da subcomissão de financiamento de projetos da Anbid. Segundo ela, a Nossa Caixa avalia formas de fornecer crédito para esse fim.
Outra alternativa seria buscar recursos por meio da criação dos primeiros Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDCs) usando como lastro das cotas os recebíveis dos pedágios a serem pagos nas estradas. "É um fluxo razoavelmente constante de pagamentos e bastante previsível, que pode ser usado em uma securitização (a venda de títulos lastreados em recebíveis)", diz. Os FIDCs tendem a ter prazos mais longos do que as notas promissórias e custos mais atrativos do que as debêntures, por possuírem uma estrutura de garantias mais amarrada. A possibilidade de emissão das debêntures não está descartada.
Segundo os bancos, os financiamentos para a construção das plataformas para a Petrobras têm sido mais difíceis de montar, pois são projetos fora do país, que dependem de crédito bancário externo. No total, o financiamento de projetos caiu de R$ 16,23 bilhões em 2007 para R$ 9,921 bilhões no ano passado, segundo a Anbid. Os maiores emprestadores entre os bancos foram o Unibanco, que entrou com R$ 500 milhões, e o Itaú BBA, com R$ 467 milhões. Os investimentos previstos em concessões passaram de R$ 2,7 bilhões em 2007 para R$ 29,77 bilhões em 2008 por causa das hidrelétricas do Madeira.
No mercado interno, o andamento dos projetos de infraestrutura não tem parado por falta de financiamento. "O BNDES, que acaba de receber aporte de R$ 100 bilhões do Tesouro, dá prioridade absoluta para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", diz Maria Estela.
Valor Econômico
Bolsas Europa
Lá pelo oriente teve alta forte também.
Vamos ver como abre Dow Jones. Lentamente, o mercado americano vai tentando se recuperar, desde o fundo lá pelos 6.500 pontos.
| VALUE | CHANGE | % CHANGE | |
| DJStoxx 600 | 175.61 | 3.03 | 1.76 |
| FTSE 100 | 3,905.07 | 62.22 | 1.62 |
| DAX 30 | 4,142.42 | 73.68 | 1.81 |
| CAC 40 | 2,834.25 | 43.11 | 1.54 |
| S&P/MIB | 15,471.00 | 523.00 | 3.50 |
domingo, 22 de março de 2009
Colapso da infraestrutura trava a safra
Parte das estradas está na lista de obras do PAC, mas membros do governo já admitem dificuldade de mudar cenário no curto prazo
Joel Silva/Folha Imagem![]() |
Folha de São Paulo
sábado, 21 de março de 2009
De novo?
Agente BR volta a atuar usando outro nome na internet
A Agente BR Assessoria, ligada à corretora de câmbio de mesmo nome, que oferecia uma série de clubes de investimento sem autorização e está sendo liquidada pelo Banco Central (BC) desde o início de janeiro, continua operando. Para isso, montou um site (www.premiuminvestidores.com) para onde foram transferidos os clubes, que também tiveram os nomes trocados. Nem todos sabem da existência do novo site, que só pode ser acessado com senha.
Muitos investidores descobriram o site por meio de outros aplicadores, que tentaram reaver o dinheiro com representantes do dono da Agente BR, Tulio Virgilio Vertullo, e foram orientados a usar o novo portal. O Valor teve acesso ao site, onde um comunicado do dia 17 de fevereiro orienta os investidores a informar os gestores em caso de novos depósitos devido a mudanças de bancos, agências e conta corrente, o que mostra que os clubes continuavam abertos mesmo depois da intervenção do BC. A transferência teria sido uma forma de driblar um bloqueio dos valores pelo BC, que não encontrou registro nenhum dos clubes ou dos recursos na corretora.
Os clubes, que antes eram chamados de Diamond2, Gold ou Fortune4, agora se chamam Tango2, Opera2 ou Opera4. Somente o Opera2 contava com 140 aplicadores, com um patrimônio de mais de R$ 6 milhões. Mas o total pode ser muito maior. Estimativas feitas por investidores, que trocaram informações sobre seus clubes, dão conta de que o total aplicado nas carteiras estaria entre R$ 175 milhões e R$ 200 milhões. "Conforme relatos de nossos clientes, a Agente BR teria lesado mais de três mil pessoas, por meio de aplicações e operações no mínimo suspeitas", afirma o consultor financeiro José Roberto Belardo Júnior, sócio do escritório Zanaroli Advocacia e Consultoria Jurídica.
Segundo o sócio de Belardo Júnior, o advogado César Zanaroli Baptista, o escritório já representa 60 investidores da Agente BR, que aplicaram valores entre R$ 50 mil e R$ 1,2 milhão de reais. "Existem clientes que chegaram a vender sua residência, carros, e aplicaram todas as suas economias nos clubes da Agente BR", diz o advogado.
Investidores procuraram o Valor para informar que estavam com receio de procurar as autoridades e a imprensa, uma vez que representantes da Agente BR - que vêm prometendo restituir os valores aplicados - teriam ameaçado não pagar aqueles que falassem sobre o assunto. Procurado no fim da tarde de ontem, o advogado de Vertullo não retornou a ligação.
A orientação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é que os investidores reúnam todos os comprovantes das aplicações e entrem em contato com a autarquia no telefone 0800-7225354. Eles devem também procurar o liquidante do BC na corretora no telefone 3284 8810 para se registrar como credores.
Valor Econômicoálcool
E, no caso da Cosan, o desrespeito com o minoritário minou ainda mais a confiança do investidor.
Com o petróleo nestes níveis de preço, somada a barreiras protecionistas no hemisfério norte, ganhar dinheiro com biocombustível virou um sonho.
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Em plena entressafra, os preços do álcool desabam nas usinas e já estão próximos dos menores valores registrados durante toda a safra. Os preços caíram tanto que já se equiparam aos de junho, quando as usinas estavam com produção a todo o vapor.
A situação é muito ruim para as usinas, porque elas necessitam de caixa neste momento de crédito curto provocado pela crise financeira mundial. E os consumidores também não são muito beneficiados devido à demora com que a queda chega às bombas -quando chega.
Em alguns postos paulistanos, a diferença no preço do álcool nas bombas para o da porta das usinas chegou a 105% nesta semana. Na média dos postos, a diferença fica em 79%.
Mas, se as usinas perdem no álcool, ganham no açúcar. Os preços da saca do açúcar cristal subiram 62% na porta das usinas nos últimos quatro meses. E aqui os consumidores já começam a sentir a oscilação. Nos últimos 30 dias, os preços do açúcar subiram 9% no varejo, conforme pesquisa da Fipe.
O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, que acompanha semanalmente os preços desses produtos, registrou média de só R$ 0,6396 por litro de álcool hidratado nas usinas. Nas últimas seis semanas, o produto acumula queda de 22%. Já o anidro, que é misturado à gasolina, caiu para R$ 0,7234 por litro. Esses valores não incluem impostos.
A queda nos preços do álcool se deve a vários fatores. Um dos principais é a crise global, que fechou a torneira do crédito às empresas, que investiram muito nos últimos anos. Para fazer caixa, as usinas desovam estoques, depreciando os preços.
Já a alta do açúcar é provocada pelo déficit mundial de pelo menos 5 milhões de toneladas na oferta neste ano. A Índia, um dos principais exportadores, teve quebra de produção -e passou a ser importadora.
Com esse cenário de alta no açúcar e de queda no álcool, os usineiros têm grande vantagem em produzir açúcar. Em uma tonelada de cana, as usinas conseguem 2,5 sacas de açúcar, obtendo R$ 100, já excluídos os impostos. Já as que estão produzindo álcool conseguem, em média, 85 litros com uma tonelada, com renda de R$ 55.
Como o açúcar tem perspectiva de alta, os usineiros que têm os dois produtos em estoque desovam álcool para fazer caixa, à espera da recuperação ainda maior do açúcar. Colocando mais álcool no mercado, derrubam ainda mais o preço.
O problema para muitas usinas é que boa parte dos novos investimentos foi feita só para produzir álcool no boom do setor pré-crise. Sem a flexibilidade de produzir açúcar ou álcool, elas têm mais prejuízo.
E o preço do biocombustível pode cair ainda mais justamente porque esses pesados investimentos aumentarão muito a produção. O resultado é que grandes usinas acumulam prejuízos e procuram sócios ou são vendidas.
Folha de São Paulo
Petrobras
Petrobras fez um forte movimento de alta no intraday desta sexta-feira. Bom humor dos investidores estrangeiros, e uma certa alta na cotação do petróleo ajudaram.
Gostei, como acionista da PETR4, das declarações da Petrobras de que não há previsão de redução no preço da gasolina, pois a companhia precisa compensar as perdas sofridas com a alta do ano passado.
No movimento intraday, a PETR4 fez um 'shooting star' no fechamento das 13:45h, marcando o topo do movimento de alta. Esta figura realmente representa um forte sentimento de máxima de preços, não há como acertar sempre, mas a figura é extremamente forte. Contudo, analisar candles em movimentos intraday sempre apresenta riscos de erros muito altos, portanto todo cuidado é pouco.
Já no final do pregão da quinta-feira, tinha acontecido forte giro de PETR4 e VALE5, e mercado manteve a alta durante primeira parte do pregão, perdendo força bem rápido após as 14:00h.
PETR4 não tem resistências fortes antes de R$32, ponto que talvez possibilite um lançamento coberto. O fechamento da D32 da sexta-feira foi a R$0,52, que nos traz uma taxa bruta de 1,8% para cerca de 18 dias úteis.
Vale
Continuo vendo a Vale encaixotada na região entre R$25 e R$28.
Mesmo que venda a subir, terá que vencer as resistências em R$28,47, R$29,55 e R$30,64.
Ontem, sexta-feira, com giro da bolsa caindo novamente para R$3,5bi, a VALE5 acabou fechando quase estável, confirmando sinal da congestão na região do caixote. Durante o dia, as cotações até ameaçaram um rally, na cola do movimento da PETR4 que chegou a alta expressiva no dia de ontem.
No final do dia, mercado perdeu força.
Por enquanto, o lançamento de opções na VALED30 está totalmente dentro do plano, cotação fechando a R$0,58.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Reverse stock split
O Citi anunciou nos USA que está pensando em fazer um "reverse stock split".
Coisa simples, na verdade. Imagina que você tem 2 notas de R$5, e alguém troca com você por 1 nota de R$10.
Para quem não tem mais nada eficiente a fazer.
Alteração meramente cosmética.
E a cotação oscila enormente, dia a dia. Me lembra os fortes movimentos que a ação da antiga Varig fazia aqui na Bovespa. Mesmo quebrada, os traders insistiam em operá-la, trazendo alegria e desgraça dia sim dia não.
Enquanto a situação não se resolve, o governo Obama vai sendo pautado pela mídia. Mas o Congresso lá reagiu rápido, instituindo uma aliquota de 90% sobre os bonus dos executivos.
Enquanto não se resolve, vamos sentindo as sacudidas por aqui.
Pregão viva-voz
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Extinção do pregão viva-voz na BM&F, nova rodada de demissões, venda de prédios e fechamento de filiais. Essas são as novas medidas da BM&FBovespa para melhorar seus resultados em época de grave crise financeira internacional, que afasta investidores do mercado. A redução de gastos, bandeira desde a união das duas bolsas brasileiras, continua a ser a única forma que ela possui para enfrentar o ambiente de queda de receitas.
No quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido da companhia somou R$ 202,4 milhões, em queda de 8,8% em relação ao mesmo intervalo de 2007. O lucro antes de juros, imposto, depreciação e amortização teve retração de 12,8% e alcançou R$ 235,6 milhões. Ainda na mesma comparação, a receita líquida caiu 10,6% para R$ 355,5 milhões. Esse números são pro forma, já que excluem gastos com desmutualização, abertura de capital e a integração de ambas, além da amortização de ágio da operação e seus efeitos tributários.
Valor Economico
Bancos já apostam na queda do dólar
O BC divulgou ontem os dados relativos à balança cambial dos primeiros 10 dias úteis de março. Mas não revelou as posições à vista dos bancos. Mas não é difícil calculá-las a partir do fluxo. Como este foi deficitário em US$ 2,186 bilhões e como o BC não fez nenhum leilão de venda à vista da moeda, esse rombo foi inteiramente coberto pelas posições "compradas" dos bancos. Como tinham encerrado fevereiro com posição de US$ 954 milhões, cobriram o déficit e ainda assumiram posição "vendida" de US$ 1,23 bilhão. Para alguns economistas, as posições à vista carregadas pelas instituições não são "direcionais", ou seja, não tiram lucro quer da alta, quer da baixa dos dólares. Para outros, ao contrário, elas não só representam uma aposta efetiva de alta ou de baixa como os bancos passam a agir nos vários outros segmentos cambiais onde atuam em função delas. Se assim for, as forças em favor da queda do dólar se tornaram em março bem mais poderosas. Na ponta contrária, há oponentes temíveis. Os bancos estão enfrentando os "hedge funds" estrangeiros ainda "comprados" no pregão de dólar futuro da BM&F em US$ 10,27 bilhões. Mas os comentários são de que estão loucos para se livrar desta posição. Dólar mais baixo abre espaço para quedas ainda mais profundas da Selic.
Valor economico
Empresa decide não processar ex-diretor
O colegiado optou por deixar tal decisão à assembleia de acionistas que avaliará o relatório da auditoria BDO Trevisan. O encontro será em 6 de abril, conforme convocação divulgada ontem.
Vale lembrar que o capital da Sadia é formado por ações ordinárias (ON, com voto) e preferenciais (PN, sem voto) e os controladores têm perto de 60% dos papéis ON. Logo, a decisão da questão está nas mãos das famílias donas do negócio.
A não solicitação de uma ação contra o ex-diretor deixa o conselho desconfortável. Os membros do órgão, nesse cenário, têm de conviver com a sensação de conivência ou negligência com os derivativos que levaram a empresa à atual delicada situação financeira. Por isso, tal iniciativa contra o ex-executivo não está completamente descartada ainda - pelas pressões internas no conselho da empresa.
A avaliação de pessoas que conheciam a estrutura de governança da Sadia - na qual a diretoria financeira se reportava diretamente à presidência do conselho - é que sugerir uma ação contra Adriano Ferreira e não fazer o mesmo com Walter Fontana, então presidente do conselho, seria incoerente.
Assim, não espanta o relatório da BDO Trevisan não ser recebido com completa satisfação pelo conselho, em reunião ocorrida ontem. Foram feitos pedidos de esclarecimentos adicionais à auditoria. Por isso, a versão final só estará pronta em 30 de março - data a partir da qual ficará disponível para os acionistas na sede da empresa.
Fonte próxima a discussão argumenta que o objetivo do relatório da auditoria externa não era apontar culpados, mas buscar falhas nos procedimentos internos.
Valor Econômico
Pirâmides
Estelionato puro, alimentado pela ganância dos investidores.
Apesar de achar simpática a idéia de um clube de investimento, não consegui ainda visualizar a real vantagem de entrar para um clube. Verdade que tem o benefício de diferir o imposto de renda para o momento do resgate, talvez até a taxa de administração possa até ficar bem baixa.
Mas entregar dinheiro para outras pessoas administrarem certamente é caminho para desconforto pessoal e brigas. Muito mais cômodo e fácil é colocar seu dinheiro no Tesouro Direto, ou comprar um CDB de um bom banco.
Já o investimento em ações, na minha opinião, requer algumas características especiais:
- tempo para administrar a carteira
- gosto por análise de balanços, ou pelo menos algum conhecimento das teorias de finanças
- perfil analítico, capacidade de ler gráficos
- sobra de caixa para aplicação
- espírito empreendedor e gosto pelo risco
- ler e estudar o máximo que puder sobre mercado e teorias
Claro que sempre dá para praticar Buy and Hold de papéis de 1a. linha. Aí é para quem acredita no longuíssimo prazo, é necessário ter esperança no futuro.
Mas não existe retorno alto e fácil em investimentos. Qualquer oferta de dinheiro fácil, só pode ser conto de fadas. E se estamos sujeitos a errar, eu acho melhor correr o risco de errar por conta própria, do que perder nas mãos de outras pessoas.
Mercados na Ásia
Europa agora com quedas também, seguindo o movimento de queda nos USA.
Asia Pacific & Australia
| Index | Change | %Change | Level | Last Update * | ||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Australia | ASX 100 | -9.80 | -0.34% | 2,865.10 | 3/20 5:07pm | |
| Australia | ASX All Ords | -11.80 | -0.35% | 3,405.00 | 3/20 5:07pm | |
| Australia | ASX Mid-cap 50 | -45.50 | -1.51% | 2,972.50 | 3/20 5:07pm | |
| Hong Kong | Hang Seng | -297.41 | -2.26% | 12,833.51 | 3/20 5:47pm | |
| Hong Kong | HSCC Red Chip | -92.73 | -3.07% | 2,932.42 | 3/20 4:50pm | |
| Japan | Nikkei 225 | -26.21 | -0.33% | 7,945.96 | 3/19 12:00am | |
quinta-feira, 19 de março de 2009
Petrobras
Usiminas
Opções VALE5
Estou apostando numa região de forte congestionamento de VALE5, entre R$28 e R$30.
Aproveitando o dia de alta, a VALED30 deu lançamento a R$0,80 no intraday. E fechou a R$ 0,65. Daria até para um day-trade, hoje mesmo, mas decidi esperar. Acho que as notícias ainda não melhoraram o suficiente pra justificar uma subida de preço mais consistente da Vale.
Mas o dinheiro para uma eventual rolagem, caso a ação engate um rally, está lá disponível na conta da corretora. Ultrapassado o preço de R$30, a Vale só deve encontrar resistência forte na região de R$32.
Agora basta acompanhar o mercado.
Dinheiro de investidores some em clubes irregulares
Centenas de investidores estão desde o início do ano desesperados atrás das aplicações feitas no que pensavam ser clubes de investimento geridos pela Agente BR Assessoria, ligada à Agente BR Corretora de Câmbio. A corretora e a assessoria tiveram a liquidação decretada pelo Banco Central (BC) no fim de janeiro, e as informações iniciais dão conta de que não há registro nem dos clubes, nem das operações que supostamente faziam. Não há sequer a lista de investidores, o que impede ao BC estimar o total de vítimas do caso, que está sendo comparado pelos aplicadores à pirâmide bilionária montada pelo ex-presidente da Nasdaq, Bernard Madoff nos EUA.
A Agente BR, que não era autorizada a oferecer clubes de investimento, atraía clientes com promessa de retorno altíssimo, acima de 10% em alguns meses, em carteiras que levavam os sugestivos nomes de Diamond III ou Fortune II, com aplicações mínimas entre R$ 10 mil e R$ 30 mil. Não havia envio de extratos, o acompanhamento da aplicação era feito no site da própria corretora, que informava a rentabilidade de cada investidor.
A venda era feita por indicação de amigos, principalmente entre profissionais liberais. Um dentista de São Paulo, por exemplo, aplicou R$ 10 mil em setembro do ano passado. "Um amigo me mostrou na internet as rentabilidades e fiquei impressionado, acabei investindo", afirma ele, que pediu para não ter seu nome revelado. "Deveria ter verificado melhor." O dentista aplicou parte de suas economias no clube Diamond III que, segundo informava o site da corretora, tinha outros 80 cotistas. No primeiro mês, apesar da crise do mercado, o ganho da carteira teria sido de 2%, no segundo, 7%, e no terceiro, 5%. Mas, em dezembro, começaram a surgir comentários de que a corretora não estava honrando os saques. "Agora vou ficar feliz se conseguir recuperar parte do que apliquei", diz o dentista.
Se tivesse checado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) antes de aplicar, o dentista teria descoberto que, em julho de 2008, a autarquia já havia divulgado deliberação alertando o mercado para o fato de a Agente BR não ser autorizada a oferecer clubes, notificando a instituição a não fazer mais essa oferta. No comunicado, a CVM dizia que havia sido informada que a corretora e seu dono, Tulio Vinícius Vertullo, usavam ligações telefônicas, mensagens eletrônicas e reuniões fechadas para captar clientes para os clubes "constituídos irregularmente" com promessa de retorno garantido. A CVM avisava ainda que Vertullo não era autorizado a atuar como administrador profissional de carteira de valores mobiliários.
Se tivesse procurado a bolsa, descobriria quem nem os clubes eram registrados na BM&FBovespa, nem a corretora era autorizada a operar na bolsa. Segundo a assessoria de imprensa da BM&FBovespa, os pedidos de informação sobre a Agente BR como gestora de clubes começaram a pipocar em fevereiro do ano passado. Foram 40 pedidos, o que fez a área de fiscalização de mercado levar o caso à CVM e às autoridades policiais.
Informações levantadas junto ao BC dão conta que as irregularidades na corretora são mais antigas. O dono, Antonio Vertullo Júnior, morreu em julho de 2006 e deixou a instituição para o filho, Túlio. Mas não houve envio dos documentos para transferência da empresa, nem da contabilidade das operações da corretora para o BC, que desde então vinha cobrando a corretora o envio dos dados. Até que, em janeiro, o BC decidiu pela liquidação da corretora. Os cerca de dez funcionários foram dispensados, mas os liquidantes não encontraram registros dos clubes, nem das operações, pois a contabilidade da corretora não estava sendo feita. A suspeita é de que o dinheiro tenha sido depositado em nome dos sócios.
Agora, os credores serão convocados para que se habilitem, a fim de tentar recuperar parte do que aplicaram. O BC terá de rastrear para onde foi o dinheiro. Só após a convocação será possível estimar o tamanho do prejuízo e o número de investidores prejudicados.
O advogado de Tulio Vertullo, Antonio de Pádua Notariano, diz que seu cliente está tentando resolver a questão fazendo acordos individuais. Um representante foi contratado para negociar com os investidores, que recebem um contrato de confissão de dívida em que Vertullo se compromete a quitar o débito no futuro. Investidores informam que ele se compromete a pagar o débito em quatro parcelas. Notariano diz que já foram feitos mais de 250 acordos. Ele não quis comentar quantos investidores a Agente BR tinha, nem as operações que Vertullo fazia.
O processo será encaminhado ao poder judiciário e, se for comprovado crime, o responsável poderá ser condenado à pena de 6 meses a dois anos.
Valor econômico
Problemas de família
A negociação para uma união com a Perdigão começou em janeiro e parou pela falta de consenso nos valores. O que os controladores da Sadia pediram foi considerado excessivo pela Perdigão.
Hoje, as conversas estão paradas. Podem até ser retomadas. O que, segundo fontes ligadas à Perdigão, só ocorrerá se a Sadia levantar a bandeira branca, disposta a baixar as exigências.
Perto de 20 de janeiro, as empresas assinaram um contrato de confidencialidade e exclusividade por 60 dias para tentarem alcançar um acordo de fusão, liderado pela Perdigão. Esse prazo já vai expirar, o que ajuda a entender a agitação dos envolvidos em torno do tema.
Ambas as empresas montaram grupos de trabalho para a empreitada. De um lado, a Sadia com o escritório Barbosa, Müssnich & Aragão e o Banco Bradesco de Investimentos (BBI). Do outro, a Perdigão com o banco UBS Pactual e com o time de advogados do Bocater, Camargo, Costa e Silva. Na mesa, uma complexa equação de interesses.
Mas não houve nenhum contrato de obrigatoriedade de acordo ou pagamento de multa em caso de falta de consenso.
O modelo pensado para a transação previa a capitalização da Perdigão pela BNDES Participações e a aquisição das ações da Sadia com papéis da concorrente. O dinheiro recebido seria usado para atender às necessidades de recursos da Sadia, agora já com um novo dono. De acordo com pessoas próximas ao governo ouvidas pelo Valor, o dinheiro para a Sadia só virá com o afastamento da família do poder.
Seria um negócio semelhante à união entre Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz -- esta última também sofreu perdas bilionárias e perdeu fôlego com derivativos. O BNDES capitalizou a VCP e não a Aracruz. A diferença é que no caso das empresas de papel e celulose a aquisição do controle da Aracruz será liquidada em dinheiro e haverá uma troca de ações com os preferencialistas.
Já nas empresas de alimentos, se a operação tivesse avançado, a troca de ações seria a forma de aquisição da Sadia e tanto as ordinárias como as preferenciais da empresa possuem direito de oferta em caso de troca de controle, por 80% do que os donos receberem na venda.
A capitalização do BNDES teria papel importante, além de trazer liquidez: o banco iria compor junto com os fundos de pensão que comandam a Perdigão uma estrutura acionária mais forte para fazer frente à diluição produzida pela absorção da Sadia.
Atualmente, os seis maiores fundos de pensão do país comandam a Perdigão com 36% do capital total (formado apenas por ações ON). Logo, um aumento de capital para assumir o comando da rival reduziria sensivelmente a participação das fundações, ameaçando a estrutura de poder.
As famílias controladoras da Sadia queriam 10% da companhia resultante, o que seria uma fatia grande, considerando a estrutura pulverizada em diversos sócios da companhia combinada. Foi aí que a discussão emperrou.
A empresa resultante teria valor de R$ 9,4 bilhões na Bovespa, considerando o fechamento de ontem. Assim, os atuais donos da Sadia teriam algo como R$ 940 milhões em mãos, o que representaria um prêmio sobre o que vale a fatia detida na companhia sozinha, estimada em R$ 810 milhões.
A Perdigão acredita que o tempo está ao seu favor, já que a situação de liquidez da Sadia aperta a cada dia. O analista do Marcel Moraes, do Credit Suisse, estima que a Sadia tenha dívidas de curto prazo de R$ 3,5 bilhões para vencer, na maioria, até setembro.
Por conta dos derivativos, a Sadia deve divulgar no dia 27 o pior balanço de seu história, cujos números o mercado tem dificuldade de estimar com precisão. Relatório do Bank of America Merrill Lynch projeta um prejuízo de R$ 1 bilhão em 2008. As despesas financeiras são estimadas pelos analistas entre R$ 2,1 bilhões e R$ 2,5 bilhões.
Apesar de alegar situação de conforto, a Perdigão tem consciência de não ser a única interessada. Conforme o Valor apurou, a JBS tem apetite, apesar de não ter ocorrido nenhum contato. A razão maior é o peso da marca Sadia no mercado interno e sua rede de distribuição. E a empresa, que a é maior de carne bovina do mundo, tem dinheiro para investir. A JBS fechou 2008 com US$ 1 bilhão em caixa já que acabou não efetivando a compra da National Beef.
Valor Econômico
quarta-feira, 18 de março de 2009
Vai fechar
17/03/2009 - 23:52 - AFP
O secretário americano do Tesouro, Timothy Geithner, anunciou nesta terça-feira que a seguradora AIG, centro de uma vasta polêmica sobre o pagamento de bônus milionários a seus executivos, será liquidada de "maneira ordenada".
Último Segundo
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Quando se compra um seguro, tem de depositar confiança na seguradora.
Com a AIG quebrada, não teriam credibilidade, não existem soluções muito melhores que a liquidação da AIG.
