quinta-feira, 22 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Como é fácil ganhar (e perder) na Bolsa
Quem recomprou naquela afundada aos 45 mil pontos ainda tem muita gordura para queimar. Embora a pernada de alta tenha sido basicamente puxada pelas blue-chips, alguns ativos apresentaram uma boa evolução durante este período. mas tem, muita ação devendo. Não sendo insider destas descobertas de poço da Petro, da suposta banda larga da Telebras, tecnicamente o mercado ficou bem mais seletivo. Mas aqueles novos investidores, crentes nos "céus- de-brigadeiro" eternos, se acreditaram em mais rompimentos de topo, mesmo com o Ibovespa fazendo novas máximas em baixos volumes, e carregaram a carteira nas alturas, as perdas vão começar a ficar mais pesadas. Assim como as nuvens que se formam no horizonte trazidas pelos ventos da matriz americana.
Olhando o gráfico dos últimos 5 anos pelos fechamentos, e traçando simples LT, podemos observar que o tombo pode ser grande e o buraco é mais profundo. Até a linha de tendência de alta principal (que passa por 40.000 pontos) existem alguns suportes intermediários mais explícitos: 56k e 48K. Valeu a pena acreditar na projeção dos 65.000 como um excelente ponto para realização dos lucros. Mas cá entre nós: alguém já tinha visto o mercado com tanta cara de topo? Nunca é tarde para vender, o problema é que sempre vão surgir repiques pelo caminho e, com esta volatilidade alta, dá para perder dobrado - mesmo operando nas 2 pontas.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
CPLE6 - Copel PNB

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está disposta a investir em novos mercados para engordar suas receitas em 2008. O aviso foi dado por Rubens Ghilardi, presidente da companhia, em uma teleconferência com investidores realizada nesta quarta-feira. “Temos um bom dinheiro em caixa, o que possibilita investimentos”, admite ele. O esforço de diversificação está em pleno andamento. Em outubro, por exemplo, a estatal de energia participou de um leilão de concessão de rodovias federais que atravessam o Paraná. Mas perdeu a concorrência para a espanhola OHL, que ficou com cinco dos sete trechos licitados.
De qualquer forma, Ghilardi garante que a Copel continuará entrando nos leilões, tanto nos de rodovias como nos de telefonia ou outras atividades. Enquanto isso, o velho (e bom) mercado de energia segue dando lucros à empresa. De janeiro a setembro deste ano, o consumo paranaense aumentou 6%, mais do que a média brasileira. Com isso, o lucro líquido da Copel se elevou para R$ 794,4 milhões no período, 61,7% a mais do que no mesmo período de 2006. O resultado também foi puxado pelas prestações de serviços e arrendamentos – especialmente os da Usina de Araucária que, desde junho, está sob a responsabilidade da Petrobras. A Petrobras, aliás, tem interesse em renovar esse acordo. “Com certeza vamos renovar o contrato para o próximo ano”, anima-se Paulo Roberto Trompczynski, diretor de Relações com os Investidores da Copel.

OBS: PL 7; P/VP perto de 1; Liquidez Corrente aumentando.
Aula de marketing
Histórico
A marca sempre atuou e foi reconhecida por ser inovadora, irreverente, jovem de espírito e por estar à frente. Essa irreverência e pioneirismo também estiveram presentes na comunicação/ campanhas da marca. Prova disso foi o lançamento, em 1997, do slogan/ posicionamento “A cerveja que desce redondo”. Além de ser um dos mais bem-sucedidos da história da publicidade brasileira, é também o que melhor define a cerveja Skol.
A marca Skol mantém o mesmo posicionamento vencedor que a tornou a cerveja preferida e mais consumida do Brasil: "a cerveja que desce redondo". Houve, entretanto, alguns momentos em que utilizamos outros temas de campanha para abordar temas específicos. Citamos aqui dois casos, como as campanhas "Quem ama Skol é louco por Skol" (2002) - filmes Ultimate Fight, Forca e Supermercado Animado; e "Beber redondo é beber com responsabilidade" (2003) – filmes Aliança (de um jeito irreverente, a campanha foi ao ar para reforçar a questão do consumo responsável, uma iniciativa inédita entre as empresas do setor no Brasil ) e Max Laser. Todos os filmes citados nessa resposta também contribuíram para o posicionamento da marca, assim como os filmes de eventos: Velhinhos (Skol Rock), Fábrica e Contágio (Skol Beats).

A marca acredita que o patrocínio e o desenvolvimento de eventos culturais é uma das formas de atingir seu público-alvo e de se consolidar no mercado. Alguns dos eventos proprietários da marca são: Skol Beats, Skol Rio, Praia Skol, Skol Spirit, Skol Stage, Bloco Skol no Carnaval de Salvador, entre outros.
Cerveja em lata hoje quase chega a ser redundância, mas um dia não existia. Em 1971, a Skol revolucionou o mercado de cervejas com o lançamento da primeira cerveja em lata do país, em folha de flandres. Como marca inquieta, a Skol não se contentou com a inovação e em 1989 trouxe ao mercado a primeira lata de alumínio.
Também foi a Skol que criou a “boca redondona”, abertura maior na lata, aprovada pelo consumidor e copiada por outras marcas. Em 2002, a marca lança a cerveja Skol Beats. Fruto de um ano de pesquisa, análise e desenvolvimento, a bebida tem todas as características que o consumidor deseja para as ocasiões que extrapolam a famosa “cervejada” com os amigos: tem teor alcoólico na medida certa, menor amargor e menor sabor residual. Na embalagem, uma nova revolução: a garrafa long neck transparente (330 ml) tem design moderno e inovador. Seu formato sinuoso faz referência ao “S” de Skol, com o nome projetado em alto relevo. Atualmente, a marca conta ainda com duas embalagens exclusivas e mais uma inovação no mercado nacional: o latão 473 e a Big Neck, long neck de 500 ml com gargalo maior e a tampa Abre Fácil para long neck, com tecnologia inédita no país. Não à toa é a marca líder no Brasil eleita pelos consumidores por sua qualidade e constante inovação, sempre para melhorar ainda mais um produto consagrado.
GGBR4 - Gerdau PN


Gerdau negocia nova siderúrgica nos EUA
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
ALPA4 - Alpargatas PN
Sobre a Alpargatas - ALPA4 - a Cristiane Correa já havia publicado em seu blog "Por Dentro das Empresas":
O jornal americano Advertising Age, uma espécie de bíblia do marketing, selecionou os 50 produtos e serviços que estão "bombando" nos Estados Unidos. Alguns são velhos conhecidos também dos consumidores brasileiros, como o iogurte Activia, da Danone, a Coca Zero e Johnny Walker Blue Label, da Diageo. A maior surpresa é que a lista trouxe uma marca brasileiríssima. Adivinhe qual? Havaianas, os chinelos de borracha que se tornaram uma febre mundial. Segundo o AdAge, a estratégia da Alpargatas, dona da marca Havaianas, foi baseada sobretudo na associação do produto com celebridades e no chamado marketing de guerrilha.
Vale a pena ver a matéria toda (aqui) para aprender algumas lições de marketing.
Ângela já foi diretora de comércio exterior da São Paulo Alpargatas e uma das responsáveis pelo projeto de internacionalização da marca Havaianas. A empresa produz, em média, até 650 mil pares de Havaianas por dia. Em setembro passado, a companhia atingiu seu recorde histórico de vendas: 16,2 milhões de pares. Nos últimos nove meses, as sandálias foram responsáveis por quase 60% da receita de vendas da companhia. Hoje, o produto está presente em cinco continentes e é vendido em mais de 80 países, inclusive na China.
O câmbio desfavorável não deve prejudicar a exportação das Havaianas, segundo Ângela. A estratégia para isso é posicionar a marca de modo a evitar que o produto se torne uma commodity. O ideal é estimulá-lo como um "desejo de consumo", ressaltou ela.
CESP3 - Cesp ON
Há muito vem se fando em venda dos ativos em posse do governo do estado de SP. Noticiaram, inclusive, que o Citibank já foi contratado para acelerar esta operação. Ações em carteira que seriam pulverizadas em ofertas para atrair outros acionistas minoritários (embora quem geralmente fica com o "grosso" são sempre os estrangeiros). Incluem-se também neste rol os papéis da Sabesp. mas já que estamos considerando aspectos técnicos e fundamentalistas, os números da CESP chamam atenção.
Mas observando a questão dos proventos, constatamos o grande período em que ela deixou de distribuir dividendos - desde 1999. A sua última subscrição foi em 1994! Olhando agora o quadro abaixo, é que vamos entender o porquê:
A empresa não dá lucro!!! Até 2003 só apresentou prejuízos, seja por causa da gestão ou devido a manobras contábeis, não havia mesmo como distribuir o inexistente. A pártir de meados de 2006 ela parece ter "zerado" a pedra: nem verde nem vermelho. Como pode?
Será que dentro da filosofia de Warren Buffet, as suas estratégias contemplariam a possibilidade dele se tornar sócio desta empresa? Uma caixinha de surpresas... ou de Pandora?
Final do ano chegando... e muita gente ainda acredita em Papai Noel. Quem sabe mais uma vez ele vem de saco cheio. Mas isto não é recomendação de investimento, portanto a decisão é pessoal e, por favor, depois não me venham "encher o saco"!
Brincadeirinha... :-)
Olha o que está escrito no Portal do Governo de SP:
A Cesp é a maior empresa de geração de energia do Estado de São Paulo e a terceira maior do Brasil. Ela é responsável por 58% de toda a energia produzida no Estado e por quase 12% de toda a produção nacional. A Companhia opera seis usinas hidrelétricas que totalizarão uma potência instalada de 7.455,3 megawatts no primeiro semestre de 2003.
http://www.saopaulo.sp.gov.br/linha/cesp.htm
terça-feira, 13 de novembro de 2007
ALLL11 e as Commodities

E contradizendo o ceticismo de analistas que consideram o alto valor das commodities um fenômeno temporário, a ALL toma caminho inverso apoiada no prognóstico de um aumento da área plantada no Brasil e na expectativa de ter, no ano que vem, 70% da capacidade transportada em contratos fixos.
“Tivemos uma mudança no parâmetro brasileiro com safras maiores de milho e soja”, entusiasma-se Bernardo Hees, diretor presidente da ALL.

No terceiro trimestre, o lucro líquido da empresa de logística foi de R$ 161,6 milhões. O saldo reverte o prejuízo de R$ 9,8 milhões alcançados no mesmo período do ano passado. O resultado é conseqüência de uma mudança no “mix” da ALL, que passou a ter maior foco na parte ferroviária do que no modal rodoviário.
Enquanto as notícias do Brasil fazem a alegria da ALL, a situação é bem diferente na Argentina. O volume de commodities transportadas no país vizinho caiu 4,1%, frente ao terceiro trimestre de 2006. Tudo por causa do problema energético no país do casal Kirchner. “Não vemos uma melhora no curto prazo, mas o pior já passou”, desabafa Hees.
Site da America Latina Logística
AVIL3 - Aços Villares ON

Segundo o gráfico diário (últimos 6 meses) o papel permanece encaixotado entre 0,68 e 0,93. Há uma linha intermediária em torno dos 0,80, que separa 2 trading ranges com espaçamentos semelhantes. Desde o último fundo observado em agosto, o ativo desenhou uma LTA que o levou de volta para a metade superior do box. Pode evoluir caso consiga superar esta resistência demarcada pelos círculos azuis. A perda da incipiente linha de tendência de CP pode levar as cotações a um novo teste nos 0,80, coincidentemente onde passa a referida LTA iniciada no mês de agosto.

Os números da empresa são bem interessantes. Para o setor de siderurgia e metalúrgica, seu PL pode ser considerado muito bom: quase 10! A relação do P/VP também é baixa, onde o patrimônio líquido vem crescendo em ritmo lento, mas de forma consistente e sustentável. Sua liquidez corrente também apresenta melhoras, somada ainda a uma diminuição das dívidas que causou naturalmente uma pequena perda na rentabilidade, mas evidencia uma boa gestão dos recursos. Mas pelo quadro abaixo, percebemos que seus lucros continuam homogêneos.

A última notícia que foi publicada traz a impressão de analistas sobre a posição do CADE em relação à aquisição e controle do Grupo Gerdau na empresa:
Aprovação de negócio entre Gerdau e Aços Villares traz boa impressão para analistas
Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
InfoMoney
SÃO PAULO - Em comunicado ao mercado, a Gerdau informou a aprovação, por parte do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) da aquisição de 40% do capital social da holding Sidenor, controladora indireta da brasileira Aços Villares.
De acordo com a empresa, com a notícia deixa de perdurar a cláusula que restringia a participação do grupo Gerdau em decisões da Aços Villares sobre tópicos como a estratégia comercial, desenvolvimento de produtos e aumento da capacidade produtiva.
A aprovação abre a possibilidade de integração das políticas de compra e venda, alocação de produtos por planta e outras sinergias entre as companhias, ressalta a Gerdau. Para os analistas da corretora Link, esta possibilidade é positiva tanto para a Gerdau quanto para a Aços Villares.
A operação que havia sido realizada em 2005 teve reflexos no Brasil pois a Gerdau e a Aços Villares atuam no mesmo mercado de aços longos especiais, destaca a Link. A Sidenor tem 52,4% do controle da Aços Villares.
Bom para as duas partes
A corretora buscou ressaltar, ainda, o fato de que a Gerdau detém 40% da Sidernor, enquanto o Santander possui outros 40%, com o restante sendo dos executivos da companhia, fato que impõe a manutenção da atuação das empresas separadas.
Mesmo assim, como o foco do Santander são as finanças, a Link considera bem possível que o banco queira sair do investimento futuramente, evento que pode tornar a Gerdau a controladora da Sidenor, com a incorporação da Aços Villares.
Com base neste cenário, os analistas da corretora demonstraram otimismo em relação à administração e à estratégia da Gerdau, fator que reforça a recomendação de "compra" da instituição para as ações do grupo.
Até a próxima!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
AMBV4 - Ambev PN

Gráfico diário (AT) e números da empresa (AF).Fundamentalisticamente, ela trabalha com múltiplos muito elevados: PL de 28; P/VP = 4,74; com um Valor Patrimonial por Ação pouco acima de R$27. E o dividend yield não é lá grandes coisas: 2,83.
Pelo gráfico, violinou no seu antigo TH, respeitou a LTA de CP, para, ao perdê-la, realizar com força e um volume considerável!
Possivelmente indicando um retorno para teste dos níveis de R$120, onde encontra-se a linha de tendência de alta de longo prazo. Barbas de molho e muita cerveja para comemorar os ganhos de quem embolsou acima dos R$ 140. :-)
Pronto LB... minha colaboração para "estrear" seu blog!
Acho até muito conveniente manter um espaço pessoal seu sempre atualizado. Pelo menos seguiu minha sugestão e já evoluiu um pouquinho! Agora toca a barca!!! ;-)
Abs ^v^
domingo, 11 de novembro de 2007
Lucrando na Bolsa
Estão todos convidados a colaborar (o email para contato está na barra lateral), com toda liberdade para trazer e agregar conteúdo aos ativos estudados - que serão facilmente acessados através de seus próprios marcadores.
Um abraço
LB




