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sexta-feira, 27 de março de 2009

Redecard

A oferta secundária de ação da processadora de cartões de crédito Redecard, que movimentou R$ 2,212 bilhões, contou com maciça participação do investidor estrangeiro, mostrando que o apetite por papéis brasileiros não mudou muito depois da crise, ou já se recuperou, no mercado externo. De acordo com o Anúncio de Encerramento da oferta, divulgado ontem, os não residentes levaram 87% dos 90,322 milhões de ações ordinárias que foram colocada à venda. Tal percentual de participação é compatível com o observado nas ofertas realizadas antes da crise internacional, que interrompeu as distribuições primárias e secundárias e cujo auge ocorreu em 2006 e 2007.

Os investidores pessoa física também marcaram presença, comprando 3,82% das ações distribuídas. Foram registrados 2.604 CPFs. Os fundos de investimentos também tiveram grande participação, mas levaram poucas ações. Os 232 fundos participantes dividiram apenas 8,1% dos papéis. Quem entrou na oferta, pagando R$ 24,50 por ação, já acumula um ganho de 13,26%, levando em conta o fechamento do papel ontem, a R$ 27,75.

Cabe lembrar que a oferta foi secundária, ou seja, de ações já existentes e pertencentes a um dos sócios. Assim, todo o dinheiro levantado foi destinado ao acionista vendedor, no caso o Citigroup, que reduziu sua participação na empresa de meios de pagamento de 17% para cerca de 3,5% do capital.

Como exerceu sua opção de compra, o Itaú Unibanco ampliou a fatia que tinha no capital da Redecard de 46,4% para 50%, garantindo o controle da empresa. A oferta inicial previa a colocação de 82 milhões de ações, a R$ 24,50 cada. Como a demanda foi elevada, o lote suplementar de 8.322.260 ações também foi colocado.

A Redecard fez sua abertura de capital em julho de 2007, com uma das maiores ofertas já observada na Bovespa até então. Foram colocadas 158 milhões de ações em distribuição primária e secundária, que movimentaram mais de R$ 4,64 bilhões. Na época, o preço por ação foi fixado em R$ 27. Ajustado pelos dividendos, o valor de lançamento corresponderia a R$ 25,01, e o ganho do investidor no período seria de 10,94% desde a abertura de capital. No mesmo período, o Ibovespa perdeu 26,08%.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Redecard On - RDCD3


A Redecard fará uma oferta pública de ações ordinárias (ON), que soma, inicialmente, 40.692.417 de papéis. A oferta é secundária e o acionista vendedor é o Citibank. A operação poderá ser acrescida de 15% (6.130.860 ações ON) a título de lote suplementar. A oferta inclui ainda a distribuição de GDS ("global depositary shares", recibos de ações negociados no mercado internacional), sendo que cada um desses títulos corresponde a duas ações.

O período de reserva da oferta da Redecard vai de 5 a 11 de março O preço será fixado em 12 de março. Pela cotação de fechamento de ontem (R$ 29,00) a distribuição de ações da Redecard pode chegar a R$ 1,18 bilhão. Considerando o lote suplementar, o montante pode subir para R$ 1,357 bilhão.

Os valores mínimo e máximo para o varejo são de R$ 3 mil e R$ 300 mil, respectivamente. A oferta para esse grupo de investidores representa de 10% a 15% do total, sem considerar o lote suplementar.

As ações da oferta começarão a ser negociadas no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em 14 de março. O código de negociação dos papéis é RDCD3. A liquidação da operação está estimada em 18 de março. (AE)