quinta-feira, 16 de abril de 2009
Governo cede e diesel vai ficar mais barato
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que um recuo no preço do diesel é mais provável do que no da gasolina. Segundo ele, uma comissão estuda o assunto. Lobão, no entanto, informou que dificilmente a decisão sairá antes de quatro ou cinco meses. "O fato é que a Petrobras perdeu muito dinheiro com aquela elevação do preço do petróleo sem que tivesse havido uma correspondente elevação dos produtos acabados na bomba", afirmou.
De acordo com o ministro, a análise tem de ser criteriosa sob pena de uma decisão "precipitada" acabar prejudicando a estatal. O grupo de trabalho faz cálculos com base em percentuais que poderiam ser aplicados e que, eventualmente, não causariam grandes traumas ao caixa da Petrobras.
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o preço do diesel cairá "em algum momento". Preocupado com os reflexos da alta do diesel sobre a produção e a comercialização agrícola brasileira, Mantega advertiu que o campo precisa de apoio. "Estamos atentos a isso", afirmou, acrescentando que o Banco do Brasil já liberou 40% a mais de recursos para a safra em relação a outros anos.
"Tivemos (no passado) uma elevação do custo do petróleo. A Petrobras nunca faz reação imediatamente. Quando subiu o barril, demorou para subir o preço do diesel e da gasolina. Aguarde que haverá (redução), não sei dizer quando, até porque sou conselheiro (da Petrobras). Por lógica, virá redução", disse Mantega.
caminhoneiros. Representantes de caminhoneiros estiveram no início da semana com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para cobrar agilidade na decisão e sugerir alternativas. A reivindicação é que o valor final caia, pelo menos, 30% - atualmente, o litro do diesel varia entre R$ 2,10 e R$ 2,20.
A minsitra reconheceu a gravidade da situação, prometeu estudar os impactos da medida, mas descartou queda acentuada no preço. No Brasil, o gasto com diesel corresponde a cerca de 50% do valor do frete cobrado. Há cerca de 1 milhão de caminhoneiros em atividade.
Cauteloso, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou ontem que ainda são insuficientes os parâmetros que poderiam ditar um ajuste dos preços da gasolina e do diesel. "Quem dita uma possível redução é o preço no mercado externo", explicou. Para o executivo, há uma "tendência de estabilidade no preço internacional", mas ainda é cedo para arriscar qualquer tipo de previsão.
Gazeta mercantil
Petrobras
Tanto a descoberta de acumulação de óleo quanto a liberação de recursos fiscais foram considerados, em certa medida, positivos, enquanto no outro lado da balança pesou a expectativa de redução dos preços do diesel e, quiçá, da gasolina. Embora a iniciativa seja mesmo esperada, dada a defasagem com os preços de referência internacionais, a avaliação dos analistas é de que há sempre o mal-estar de que a Petrobras possa a ser usada como arma política, servindo aos projetos de expansão da atividade econômica num ano pré-eleitoral. "Depois da mudança de comando no Banco do Brasil, a percepção é de que o risco de ingerência na estatal também ficou maior, de que as decisões sairão do nível técnico para o político", diz o economista da Souza Barros, Clodoir Vieira.
A nova descoberta da Petrobras contempla óleo leve na camada pré-sal no bloco BM-S-9, da bacia de Santos. O poço, denominado Iguaçu, soma-se a outros dois já anunciados, mas não dimensionados, o de Carioca e o de Guará. Está localizado num dos campos com maior potencial de extração, aquele que engloba a área chamada de Pão de Açúcar e onde se concentra a maior parte das reservas da região, explica o analista do Banco Geração Futuro Lucas Mattioni Brendler. "O óleo leve tem mais qualidade, boa precificação internacional e envolve menos custos de processamento do que o petróleo mais pesado."
Na outra ponta, a redução dos preços dos combustíveis é algo que pode mesmo ganhar consistência, dado que a gasolina e o diesel vêm sendo negociados no mercado local com um prêmio de 40% e 60%, respectivamente, em comparação aos valores do Golfo do México - usados como referência para o Brasil. A isso soma-se a expectativa de que a média do barril de petróleo cotado internacionalmente encerre o ano na casa dos US$ 50,00, afirma Brendler. "Para a gasolina já há uma percepção de que o consumidor consegue fazer substituição com os motores Flex ou com o gás natural, enquanto o diesel tem o efeito de reduzir a cadeia de custos de toda a economia." Já a possibilidade de a Petrobras ser dispensada de contribuir com a conta de superávit primário terá o mérito de liberar capital num momento em que ficou mais difícil recorrer a recursos de terceiros, completa.
Valor Econômico
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Petro
sábado, 28 de março de 2009
Petro
terça-feira, 24 de março de 2009
Petro
Nada de anormal, depois da forte alta na segunda-feira, a Petr4 deu uma aliviada hoje, ficando em R$30,35, baixa de -1,65%.
Mas está ainda dentro de um canal de alta bem definido, desde meados de novembro do ano passado, quando bateu na mínima em R$16,30. Foi nessa época, senão me engano, que ouvimos falar que George Soros estaria montando posições neste papel. Este senhor realmente entende de investimento, praticamente dobrou o valor investido no período.
A continuar assim, vejo um lançamento de opções em D32 como uma posição relativamente tranquila. Para os mais agressivos, um lançamento em D30 não estaria totalmente errado, hoje a cotação fechou em R$1,70, valor extrinseco de R$1,30, taxa de 4,28% para menos de 3 semanas.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Vale e Petro
Bovespa disparou, levando a VALE5 a alta de 4,8%, a R$28,40.
A D30, onde estou lançado, bateu hoje a R$0,85, ultrapassou meu lançamento em cinco centavos. Por enquanto permaneço vendido nela, mas o dinheiro para uma eventual rolagem já está disponível na corretora. Lançar opções é assim mesmo, tem de estar sempre pronto para por dinheiro na opção em caso de alta, ao mesmo tempo que ganha com o papel. Meu limite com esta opção está bem próximo, se VALE5 se aproximar de de R$29,90, rompendo a resistência, vou rolar.
Como eu havia comentado em posts anteriores, a única resistência considerável que vejo em PETR4 está em R$32. A D32 fechou hoje a R$0,99, valor bastante alto, embute uma expectativa de alta forte ainda para PETR4, portanto chance de exercício me parece forte. Já a D34 vale apenas R$0,39, ainda não é um valor que me atraia para vender opções.
Desta forma, continuo aguardando um pouco mais em relação a opções de Petrobras.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Petrobras
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Petr4
A Petro, nesta semana de carnaval, fez uma alta bonita.
Mas no gráfico intraday de sexta-feira desenhou um marubozu gigantesco, caindo.
Eu achei que vinha subindo por causa da cotação do petróleo associado a expectativa com resultados que serão divulgados no próximo dia 06 de março. A PETR4 chegou inclusive a superar a cotação da VALE5, coisa que não via a muito tempo.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Petrobras e os emprestimos
Mas o governo brasileiro, acionista da empresa, também não tem ajudado muito:
- notícias na mídia sobre excesso de contratações, sugerindo inclusive que seria um cabide de empregos
- não reajuste do preço da gasolina, lembrando que o barril bateu em US$145, e agora por volta de US$40
- Petrobras anunciando vários programas de redução de despesas
- Ministro das Minas e Energia anunciando a criação de um empresa para gestão dos direitos de exploração sobre os poços pré-sal
- relativa passividade nas relações com Bolivia e Venezuela.
Ser sócio de empresas com o governo não é fácil....
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A obtenção de melhores condições de taxas e prazo de pagamento foi o que motivou a Petrobras a alongar suas dívidas junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, aumentando em mais R$ 1,5 bilhão o valor do empréstimo com esta última.
A Petrobras informou que o montante devido à Caixa agora é de R$ 3,6 bilhões, e de R$ 2 bilhões com o Banco do Brasil.
"No momento em que se tomou o crédito, especialmente o da Caixa, as condições não eram as melhores do mundo, mas eram as possíveis. Alongando o prazo nas duas operações, estas condições melhoraram muito", disse uma fonte da estatal, sem informar os porcentuais.
Os dois empréstimos têm agora prazo para pagamento até 2011 e não mais até 2009 como anteriormente. A operação da Petrobras foi recebida de maneira "natural" pelo mercado.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Petrobras
Se a empresa foi prejudicada, e se é uma empresa de capital aberto com ações livremente negociadas no mercado, haveria como responsabilizar os dirigentes por praticar uma política de preços danosa a empresa?
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Pré-sal
Previdência quer recursos do pré-sal para aposentadoria rural
O ministro da Previdência Social, Fernando Pimentel, disse nesta quarta-feira que está trabalhando para que os recursos gerados com a exploração do petróleo sob a camada pré-sal ajudem, no futuro, a reduzir o déficit da previdência rural.
Vai ter de achar mais petroleo... rsrsrs
se cada setor do governo, da união, dos estados e dos munícipios for querer um pedaço, não vai dar pra todos mundo!
domingo, 24 de agosto de 2008
Petróleo: 96% da arrecadação com royalties fica no caixa da União
O governo federal está ficando com todo o dinheiro, então.
E ainda quer aumentar os royalties.
Vai ter muita discussão ainda, pelo jeito, os estados certamente irão querer um pedaço maior para si.
Lula cede e deve elevar capital da Petrobras
Planalto quer, ainda no atual mandato, aprovar no Congresso um novo marco regulatório para "carimbar" destino da verba do pré-sal
da Folha de São Paulo
Cerca de 62% das ações da Petr4 estão nas mãos do mercado.
Porque o governo sabe que não pode prescindir da Petrobras, ela terá um papel fundamental na exploração das reservas pré-sal.
Aumentando a participação do governo, o governo vai lucrar mais, tanto na forma de royalties como na forma dos dividendos.
Se o governo fizer o aumento de capital, todos os acionistas deverão também aportar capital, sob risco de diluição do investimento. Prepare seu bolso.
terça-feira, 10 de junho de 2008
‘Petrobras é petróleo e outras coisas mais
Um levantamento feito pela consultoria financeira CMA, com os dados dos últimos seis meses, mostra que a correlação entre o preço do petróleo e da ação da Petrobras é de 0,48. Isso significa que, num intervalo de 100 dias, por exemplo, em 48 deles o papel da companhia e o barril caminham na mesma direção, subindo ou caindo. A analista da CMA Tânia Martins Pereira afirma que essa correlação é considerável, quase a metade, mas mostra que está longe de ser total, como muitos acreditavam que ela fosse.
Se a correlação não é total, a distância entre o desempenho dos dois ativos menos ainda. O estudo da CMA aponta que, nos últimos seis meses, apenas 23% da variação das ações da Petrobras se explica pela oscilação do petróleo no período. "A conclusão é que as ações da Petrobras nem sempre vão para a mesma direção que o petróleo e muito menos sobem ou caem na mesma intensidade que a commodity", diz Tânia.
Com base nessas estatísticas, a CMA também fez algumas projeções sobre para onde iriam as ações da estatal conforme o nível do petróleo. Se o barril caísse para US$ 115, por exemplo, as PNs recuariam para R$ 43,66, uma queda de 8,26% ante o seu fechamento na sexta-feira. Já se o petróleo voltasse para os US$ 100, as ações cairiam para R$ 39,44, uma desvalorização de 17,13%. "Como a correlação vale tanto para baixo quanto para cima, no caso de uma queda, as ações da Petrobras perderiam menos que o petróleo", completa a analista.
"Os investidores compram as ações da Petrobras achando, erroneamente, que ela é apenas petróleo e, no entanto, há vários outros fatores importantes na vida da companhia", diz o analista do Banco Geração Futuro de Investimentos Lucas Brendler. Um deles, e que se refere exatamente ao petróleo, é que a empresa tem uma política muito particular de preços, e não repassa imediatamente para os seus produtos os aumentos do barril. Em última instância, quanto mais o petróleo sobe e a estatal não reajusta seus preços, mais ela perde, e não o contrário, como muitos imaginam. "À medida que o preço do petróleo fica em níveis elevados e por muito tempo, maiores são as chances da Petrobras ter perdas no seu negócio de refino", lembra Brendler.
A série de novas reservas - algumas com potencial de exploração gigantesco - que a companhia brasileira vem anunciando também é um fator relevante, que faz suas ações descolarem do preço do petróleo e, nesse caso, para o bem. Para o analista do Banco Geração Futuro, são exatamente esses anúncios que mais têm pesado no desempenho positivo dos papéis nos últimos meses. E, mesmo com toda a valorização que já tiveram, as ações ainda têm muito para subir, por conta do quanto essas novas reservas irão agregar de produção para a companhia, acredita Brendler.
Equipe tirada da Petrobras é 'garantia' para investidor
Nas entrelinhas, os investidores têm lido que essa equipe possui mais do que simplesmente expertise técnico: tem também informações vindas de dentro da estatal que poderiam aumentar o grau de certeza de que há petróleo nos blocos arrematados.
Além de técnicos e diretores, é egresso da Petrobras o presidente da OGX, Luiz Rodolfo Landim, ex-presidente da BR Distribuidora. Na estatal, ele participou da implementação dos campos de Marlim, Barracuda, Albacora e Roncador. De 2006 a março deste ano, Landim presidiu a MMX.
Com o respaldo desse time dos sonhos do setor petrolífero, a OGX vem tentado convencer o mercado de que não está vendendo só promessas.
O que Eike Batista, dono da OGX, e seus assessores financeiros têm dito aos investidores é que seus "recursos potenciais" - 4,8 bilhões de barris equivalentes de óleo e gás, segundo estudo da empresa especializada DeGolyer & MacNaughton - constituem uma estimativa bastante conservadora, com uma probabilidade média de sucesso na exploração dos poços de 27%.
A OGX alega que sua equipe de exploração, toda ela vinda da Petrobras, obteve taxa de sucesso de 53% nos últimos quatro anos enquanto trabalhava para a estatal.
A maioria dos analistas de ações que cobre o setor de petróleo e gás está impedida de comentar a operação OGX porque praticamente todos os bancos e corretoras do mercado estão envolvidos no esforço de venda aos investidores (apenas os chamados qualificados, que terão que investir no mínimo R$ 300 mil na companhia). Esse fenômeno, que deixa o investidor sem orientação independente, se repete em todas as ofertas.
Nelson Rodrigues de Matos, analista da corretora do Banco do Brasil, é um dos poucos liberados para comentar. Para ele, o investidor que adquirir ações da OGX vai comprar o risco de se explorar ou não petróleo nos blocos. "Uma empresa de petróleo vale pelas reservas que tem, mas a OGX ainda não possui nenhuma comprovada. Então, o que há a fazer é confiar nos cálculos da consultoria internacional contratada para fazer as estimativas e na capacidade dos técnicos trazidos da Petrobras", diz.
No prospecto da oferta da OGX, a empresa argumenta que os blocos que possui ficam colados em outros de onde a Petrobras já extrai petróleo, o que aumentaria as suas chances de sucesso. "Embora essa proximidade não seja garantia de nada, é um bom indicativo", diz Matos. Mas ele lembra que a Bacia de Campos, a maior área produtora do país, onde a OGX tem sete blocos, já é operada há muito tempo e os seus principais campos já foram explorados.
Nas conversas com investidores, assessores financeiros da OGX têm defendido que a comparação com Petrobras não é justa porque a estatal é negociada com um desconto expressivo justamente por conta das interferências estatais em sua governança, cuja face mais visível é o controle sobre os preços da gasolina e diesel.
"Se a Petrobras fosse privada, poderia valer pelo menos o dobro", disse recentemente um executivo envolvido na transação. Já a OGX virá a mercado seguindo os padrões máximos de governança. Suas ações, todas ordinárias, serão listadas no Novo Mercado da Bovespa.
"Uma opinião de fato sobre o valor da empresa poucos conseguem ter", diz a analista Leila Almeida, da consultoria Lopes Filho. Por se tratar de um projeto, não é possível calcular o preço da empresa pelos métodos tradicionais. Mas esse não será o primeiro projeto que vem a mercado ainda embrionário com o objetivo de levantar recursos e deslanchar os planos. "No fim, essa é uma finalidade do mercado de ações." A própria MMX de Eike Batista é um exemplo até agora muito bem-sucedido.
Em dezembro, o empresário fez uma rodada de venda privada de ações da OGX e conseguiu captar US$ 1,3 bilhão ao atrair investidores de peso, entre eles o fundo de pensão dos professores de Ontário, no Canadá, o fundo UBS Prestige e o banco Morgan Stanley. A Centennial Asset Mining, de Eike, mantém 72,73% do capital da companhia antes da oferta desta semana. Depois dela, poderá ficar com fatia entre 58% e 62%, dependendo do número de ações efetivamente vendidas. Os recursos levantados em dezembro foram aplicados na compra dos blocos leiloados pela ANP e serão usados ainda nos primeiros estudos exploratórios das reservas.
Com o dinheiro que pretende levantar agora, Eike Batista quer dar continuidade aos estudos exploratórios, investir em novos blocos e começar a desenvolver as "descobertas esperadas".
"O investidor que comprar ações da OGX estará adquirindo coisas menos palpáveis, como a qualidade dos executivos, a capacidade de Eike Batista de entregar bons negócios e, claro, o cenário promissor do petróleo no Brasil", diz um analista. A julgar pela quantidade de investidores que, comenta-se, querem um pedaço da OGX, Eike não tem com o que se preocupar.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Petrobras puxa o ganho e também a perda do Ibovespa
Durante o ano, além da alta do petróleo, o papel foi beneficiado pela dupla elevação do país a grau de investimento de baixo risco - o que provocou um descolamento do Ibovespa em relação às commodities - e um período sem más notícias na economia americana, lembra Ronaldo Patah, da Unibanco Asset Management (UAM). "Entre os dois graus de investimento, o Ibovespa passou de 64 mil pontos para 74 mil, uma alta de 15% em pouco mais de um mês, e boa parte disso foi Petrobras", lembra. Agora, diz, há notícias ruins vindo no setor financeiro americano, as commodities em queda e ainda o risco de alta maior dos juros no Brasil.
Patah mantém a projeção de 80 mil pontos para o Ibovespa no fim deste ano, o que significaria um potencial de alta de 16,5%. "Mas esse ganho já começa a ficar menos atrativo se comparado aos juros, que podem subir para 13% ao ano", lembra. Diante do risco maior do mercado acionário, Patah recomenda setores mais defensivos, como o elétrico e bens de capital - como Romi, Ioschpe -, além de commodities, caso de VCP e a própria Vale, mais atrativa depois das quedas.
O que estava carregando o mercado brasileiro eram as commodities, mas especialmente a Petrobras, turbinada pelas novas descobertas e pelo preço do petróleo, lembra Lika Takahashi, analista chefe da Fator Corretora. "Mas os sinais de que o dólar não vai mais continuar se enfraquecendo no exterior elimina um dos fatores de alta das commodities e o mercado têm de realinhar suas expectativas", explica Lika. E isso fez os preços das commodities, em especial o petróleo, recuarem.
Ironicamente, essa queda é positiva para a economia mundial, pois reduz a pressão inflacionária, especialmente nos países emergentes asiáticos, onde alimentos e petróleo chegam a representar 30% no custo de vida. Lika diz que a queda da Bovespa mostra que a tese do descolamento dos emergentes da crise voltou a se mostrar discutível. "Não somos tão invencíveis assim."
Ela lembra que ainda há fatores de risco adiante, como o ambiente de crédito nos Estados Unidos, que volta a ficar preocupante pelos problemas no mercado financeiro. "Essa transmissão da crise dos bancos para a economia real está só começando", diz. E há ainda os fatores internos, como a alta dos juros e sinais de inadimplência crescendo em alguns setores. "Nessa incerteza, o Ibovespa pode ficar variando entre 68 mil a 75 mil pontos por um bom tempo" diz. Lika acha que há oportunidades na bolsa, mas na segunda ou terceira linha. "Eu ficaria menos concentrada em Vale e Petrobras." Entre as barganhas, ela cita Weg, as concessionárias de energia, Localiza e Eternit. "São setores mais defensivos, já que o momento é de mais cautela".
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Petrobras distribui juros e dividendos
E vamos comprar mais um pouco de Petrobras, como mandam os livros, reinvestir os dividendos é importante.
Só que para seguir a risca, vamos nós lá no fracionário. No fim, alegria mesmo, é para sua corretora de valores, que vai morder mais uma corretagem.
"Angelo Pavini
A Petrobras paga amanhã, dia 3, juros sobre capital próprio e dividendos para os acionistas que tinham ações da empresa em 4 de abril, data da assembléia que aprovou o crédito. No total, a estatal vai pagar cerca de R$ 1,8 bilhão. Cada ação preferencial (PN, sem voto) ou ordinária (ON, com voto) receberá R$ 0,2090. Deste total, R$ 0,05 referem-se a dividendos, R$ 0,15 a juros e R$ 0,009 à atualização pela taxa Selic. Haverá ainda imposto de renda de 15% sobre os juros e de 22,5% sobre a correção.
Com base no fechamento de sexta-feira, de R$ 57,40 para o papel ON, e sem impostos, o pagamento equivale a retorno de 0,36%. Sobre o PN, que fechou a R$ 49,00, 0,43%. São considerados percentuais baixos pelo mercado. Segundo Fabio Anderaos, da Itaú Corretora, a média de retorno em dividendos projetado no ano das empresas do Ibovespa está em 4%, enquanto o da Petrobras está 2%. Já o potencial de alta do papel PN é maior, 24,5%, considerado o preço justo de R$ 61,10 da corretora."
Valor Econômico
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Além do lucro de R$ 6,925 bi no trimestre...
Petrobras é a 3ª maior companhia aberta de petróleoA Petrobras ultrapassou a Royal Dutch Shell em valor de mercado e se tornou a terceira maior companhia aberta de petróleo e gás do mundo, de acordo com executivos da companhia e fornecedores de dados financeiros. A maior empresa aberta de hidrocarbonetos do mundo continua sendo ExxonMobil, seguida pela produtora de gás russa Gazprom, que também tem significativa produção de petróleo.
Quando o mercado fechou na sexta-feira (09), a Petrobras tinha um total de capitalização de mercado de US$ 264 bilhões, segundo informações do departamento de relações com investidores da companhia passadas à agência de notícias Dow Jones. O governo brasileiro possui 58% de participação nas ações com direito de voto da companhia, mas apenas 32% de suas ações totais.
A Exxon atualmente tem capitalização de mercado de US$ 472 bilhões, enquanto Gazprom tem US$ 360 bilhões. Executivos da Shell procurados pela Dow Jones não puderam fornecer dados imediatamente sobre o assunto, mas, de acordo com o site Yahoo! Finance, a atual capitalização de mercado da companhia é de US$ 252 bilhões. A agência Bloomberg também informa US$ 252 bilhões como a capitalização de mercado da Shell.
A Dow Jones não conseguiu contactar a PetroChina, a outra companhia de petróleo que compete pelo quarto lugar no ranking. O valor de mercado da companhia é de US$ 250 bilhões, de acordo com o Yahoo! Finance, ou de US$ 253 bilhões, de acordo com a Bloomberg.
As ações da Petrobras atualmente são negociadas em São Paulo, Nova York, Madri e Buenos Aires.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
PETR4 - Petrobras PN
A descoberta da maior jazida de petróleo do Brasil, anunciada pela Petrobras, fez com que o valor de mercado da companhia se multiplicasse com a possibilidade de haver outras reservas de óleo leve na mesma região.O mercado se animou com a notícia de que o megacampo de extração localizado na área de Tupi, na Bacia de Santos, vai fazer saltar em mais de 50% as reservas de petróleo brasileiras, permitindo ao país se tornar exportador da commodity numa época em que a falta do produto é motivo de preocupação mundial. O fato provocou alta expressiva nos papéis da Petrobras.
Agora, o mercado deve começar a analisar com mais calma as informações referentes ao megacampo. Especialistas ouvidos pelo americano The Wall Street Journal (WSJ) sugerem cautela, pois "as estimativas iniciais do tamanho de um campo não são confiáveis". Mas, de qualquer forma, o assunto é visto de forma muito otimista pelo mercado. O analista Roger Diwan, sócio-diretor da consultoria PFC Energy, disse que ao WSJ que a descoberta indica que pode haver mais petróleo em águas ultraprofundas no mundo. "Não vai ser apenas uma descoberta isolada", afirmou Diwan. "Pode existir mais petróleo nesses lugares do que as pessoas pensavam." Pelas suas previsões, um campo da envergadura do Tupi poderia chegar a uma produção diária de 500 mil barris de petróleo.

