Ele é um empresário da área de incorporação imobiliária que desenvolve projetos no Nordeste do país. Ela, dirigente de uma ONG voltada para a defesa dos direitos das crianças na zona leste da capital paulista. Alfredo e Ana Lúcia são gente comum, não fosse por um detalhe: são os maiores acionistas individuais de um dos maiores grupos empresariais do país. Herdeiros do sobrenome Villela, detêm juntos ao menos 23% das ações com direito a voto da holding Itaúsa, que controla o Banco Itaú, a Duratex e a Itautec. Suas participações individuais superam as dos herdeiros de Olavo Setubal. Juntos, os Setubal e os Villela controlam o grupo Itaúsa.
Faz alguns anos que se cristalizou a idéia de que Milú Villela seria a maior acionista do grupo. Engano. São seus sobrinhos, Alfredo Egydio Arruda Villela Filho, 38 anos, e Ana Lúcia de Mattos Barretto Villela, 35 anos, que ocupam essa posição. Eles são filhos do irmão de Milú, também chamado Alfredo, que morreu em um acidente aéreo em 1982, com sua mulher Maria Silvia. Ainda pequenos quando perderam os pais, foram criados pela tia.
Até poucos anos atrás, não apareciam como acionistas nos documentos oficiais e, se pudessem escolher, continuariam no anonimato. Mas está cada vez mais difícil evitar a exposição. Na sexta, o grupo anunciou uma série de mudanças nos conselhos de administração, em decorrência da morte do banqueiro Olavo Egydio Setubal, e comunicou também que Alfredo Villela Filho, conhecido como Alfredinho, assumirá a presidência executiva da holding Itaúsa.
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eu tenho migalhinha da itsa4,
mas foi bom descobrir quem são estes investidores.