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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Cosan

A Cosan, principal produtora de açúcar e etanol do País, vai elevar seu capital social em cerca de R$ 880 milhões. Os recursos serão utilizados nos negócios de açúcar e álcool da empresa e também na Esso, recentemente adquirida. Com a operação, o capital da companhia passaria dos atuais R$ 2,9 bilhões para aproximadamente R$ 3,8 bilhões.

A empresa vai emitir 55 milhões de novas ações ordinárias. Os novos papéis corresponderão a 20,18% do total de ações da Cosan. A operação foi aprovada na reunião do Conselho de Administração da companhia realizada na última sexta-feira.

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Quem tem ações da Cosan, convidado para por mais dinheiro na empresa! Senão, vai ter capital diluído.

Pergunta: a COSAN3 foi lançado no Novo Mercado. Se foi, qual a vantagem que o acionista teve até agora.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

CSN é líder em valorização com alta de 157%

O pequeno poupador brasileiro teve, nos últimos quatro anos, um período ótimo para as aplicações na Bolsa - mas péssimo para aprender a planejar seus investimentos. O motivo foi exatamente o desempenho excepcional do mercado acionário, que deu a falsa impressão de que investir nesse tipo de ativo é fácil, pouco arriscado e garante retorno no curto prazo.

Para o investidor que pensa em aplicar em ações de maneira mais madura, com maior margem de segurança e mirando o longo prazo, há uma regra básica: não escolher papéis apenas com base na valorização, seja +num período passado, seja numa expectativa para o futuro. 'As projeções de que uma ação vai subir devem ser vistas sempre com suspeita. O investidor não deve comprar só porque acredita que o papel vai subir. Isso não é tudo', afirma Fernando Exel, presidente da Economática, empresa de consultoria e pesquisa financeira.

A pedido da Agência Estado, a Economática calcula anualmente o Ranking AE Empresas, que chega a sua oitava edição e classifica o desempenho de ações de acordo com sete critérios, como volatilidade e liquidez (veja o quadro abaixo). Foram avaliadas 161 empresas de capital aberto, com patrimônio líquido superior a R$ 10 milhões. O estudo indica os papéis que tenham não apenas se valorizado o máximo possível ao longo de um período, mas tenham conseguido isso de forma estável, que tenham pago mais dividendos e sido fáceis de vender a qualquer momento - tudo isso acompanhado por melhora real nos resultados da empresa. No Ranking em 2008 (que utiliza os dados fechados de 2007), a empresa com melhor desempenho nesses critérios é a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) - confira, na tabela ao lado, as 10 primeiras colocadas.

Entre os ótimos resultados obtidos pela CSN e que a colocaram no topo do Ranking está aquele mais visível pelos investidores: a valorização de 157% dos papéis ON da empresa no ano passado. Mas diversos fatores contribuíram para essa colocação. 'Estamos colhendo os frutos dos investimentos que fizemos para ter uma operação integrada', diz o presidente da empresa, Benjamin Steinbruch. 'Por competência e sorte, investimos em setores que estão muito aquecidos.'

As ações da CSN encerraram o ano com relação entre o preço e o valor patrimonial por ação (P/VPA) de 5,4 vezes, indicativo de que os investidores têm uma elevada percepção de valor dos seus papéis. A empresa também se destacou pela variação do retorno sobre o patrimônio líquido (delta ROE), que subiu 24,2 pontos porcentuais.

A importância de uma avaliação mais completa de cada papel cresceu desde o ano passado. Com a volatilidade das bolsas, acentuada desde meados do ano passado em razão do estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos, o investidor passou a buscar empresas mais sólidas, cujas ações oscilem menos e sejam facilmente negociadas. São as chamadas ações de valor ou velho estoque, que em muitos momentos podem até subir menos que o Ibovespa, mas proporcionam retorno garantido aos investidores.

Esta edição do Ranking espelha a escolha dos investidores por solidez. Embora alguns indicadores utilizados para a classificação das empresas neutralizem o tamanho, das dez premiadas, seis estão entre as 27 maiores do Brasil em valor de mercado, segundo dados da Economática. 'Em momento de oscilação intensa, o investidor favorece ações com menos volatilidade e alta liquidez', diz Exel.

A ação mais líquida do Ranking foi a Petrobrás. A combinação desses dois fatores é fundamental para que o investidor não perca dinheiro, caso seja obrigado a vender as ações em certo momento, por alguma emergência. Papéis com alta volatilidade podem passar por períodos de baixa, mesmo apresentando valorização ao longo do tempo. Papéis com baixa liquidez são difíceis de transformar em dinheiro rapidamente ou tendem a se depreciar muito numa venda apressada. Por isso, voltaram à lista das dez primeiras colocadas os grandes bancos, com Bradesco e Itaú.

Outro fator obrigatório, para quem pensa no longo prazo, é o pagamento de dividendos. Trata-se da remuneração oferecida aos acionistas, com base no lucro da empresa, periodicamente. A maioria das companhias brasileiras costuma fazê-la anualmente, enquanto os grandes bancos adotam distribuição mensal. O pagamento de dividendos robustos torna o papel mais atraente. Nesse quesito, a ação mais bem colocada foi a PN da AES Tietê.

Além dos critérios de desempenho, duas exigências crescem em importância: boa governança corporativa e boas práticas de sustentabilidade. Os prêmios Destaque Novo Mercado e Destaque Sustentabilidade foram vencidos nesta edição por Positivo e Bradesco, respectivamente. Os prêmios foram entregues em São Paulo, na terça-feira, pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

CSAN3 - Cosan ON

Uma ação que apresenta este comportamento gráfico, perdendo todos os suportes, ladeira abaixo seguindo o seu canal, já deveria ter sido estopada há muito tempo. Chama a atenção o volume descomunal antes da perda do suporte na faixa dos 37. Quem se manteve posicionado deve estar amargando a falta de um estudo mais apurado em AT.



Os números da empresa também espelham bem a situação que ela vivencia. Apesar da significativa redução de seu PL, suas receitas e lucros operacionais despencaram. Não dá mesmo para ficar posicionado em um ativo que apenas em uma semana desvaloriza mais de 21% sem tomarmos nehuma atitude. Pior é pensar em vender depois de tanta queda. Ela deve estar agora com um monte de "maridos" e "esposas" que sentem-se "casados" com o papel! Fazer o quê? Antes tarde do que nunca... o divórcio já está oficializado no Brasil faz tempo!

Leiam abaixo um trecho da matéria publicada na Exame:

O pior negócio do ano

O fim da euforia do etanol e uma série de estripulias no mercado abalaram o desempenho da Cosan na Bovespa

Quando abriu seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo, em novembro de 2005, a Cosan despontou como a grande estrela do mercado de ações brasileiro. Maior produtora e exportadora mundial de açúcar e álcool de cana, a Cosan viu seus papéis se valorizarem na mesma proporção em que os preços internacionais de seus produtos subiam e que o etanol ganhava fama mundial como a melhor opção para substituir o petróleo. Diante desse cenário, em apenas um ano o valor das ações da Cosan quase triplicou, passando de 16 reais para 42 reais no fim de 2006. O controlador e presidente da empresa, Rubens Ometto, viu seu nome incluído na lista dos 500 maiores bilionários do mundo da revista americana Forbes e tornou-se um dos empresários mais poderosos do país. Nos últimos meses, no entanto, houve uma quebra na safra de boas notícias da Cosan. O desempenho de seus papéis na bolsa caiu abruptamente. De 28 de dezembro de 2006 a 31 de outubro deste ano, as ações da Cosan perderam 38% de seu valor, recorde negativo entre as ações que compõem o Ibovespa. A média da bolsa foi uma valorização de 47%. Quem investiu em renda fixa ganhou 10%. Os que apostaram em dólar perderam 19%. A Cosan foi o pior negócio do ano.

A queda abrupta nas ações da Cosan se deve a dois fatores, um externo e outro interno. O externo é a mudança por que seu setor passou no último ano. Os preços do açúcar saíram de um patamar considerado "exuberantemente irracional" pelo mercado, de 19 centavos de dólar por libra de açúcar no começo do ano passado, para se fixar próximo da média histórica, de 9 centavos de dólar (uma queda de 50%). As expectativas sobre o futuro do etanol no mundo sofreram um ajuste, o que derrubou o preço do produto e também a voracidade dos investidores. O fator interno foi uma reorganização na estrutura societária da Cosan, em junho. No novo modelo proposto, Ometto abriria uma empresa nas Bermudas, a Cosan Limited, e teria direito a ações especiais de controle. Na prática, a medida daria ao empresário o comando da companhia mesmo que seu número de ações fosse menor que 50%.

Como está em seus planos crescer por meio de aumentos de capital e manter o controle absoluto da companhia, isso seria impossível no Novo Mercado da Bovespa, onde todas as ações dão direito a um voto -- caso sua participação chegasse a menos de 50%, a Cosan poderia ser alvo de uma oferta hostil. Ometto, então, criou a nova empresa e listou suas ações na bolsa de Nova York.

Íntegra da matéria no Portal EXAME