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sexta-feira, 13 de junho de 2008

SLC pode obter R$ 400 milhões

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras brasileiras, no quesito área cultivada, de algodão, soja e milho, deve levantar aproximadamente R$ 353 milhões em uma oferta pública primária e secundária de 11,6 milhões de suas ações. O valor que a operação deve movimentar baseia-se na cotação de ontem das ações da companhia, quando foram negociados a R$ 30,50. No entanto, se houver demanda pelas ações, a empresa poderá emitir um lote suplementar, com outros 1,7 milhões de papéis. Caso isso ocorra, o volume da oferta superará R$ 405 milhões. Do total de ações colocadas à venda, 9,3 milhões serão novas (oferta primária). Os 2,2 milhões de papéis restantes - que compõem a oferta secundária pertencem à acionista vendedora, a empresa SLC Participações.
A SLC chegou à Bovespa há um ano, no dia 14 de junho de 2007. Captou R$ 308 milhões.
O valor de suas ações no IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) que marcou sua listagem no Novo Mercado da bolsa paulista foi de R$ 14. Desde então, a companhia tem utilizado os recursos captados no mercado para consolidar-se em sua atividade. Nesta semana, por exemplo, a SLC finalizou a aquisição e arrendamento de terras no municipio de Barreiras, na Bahia. Pela área, na qual a empresa planeja cultivar algodão, soja e milho para o ano safra 2008-09, desembolsará o equivalente a R$ 35 milhões.
Cronograma
Entre 10% e 15% do total da oferta de ações da SLC será destinada a investidores de varejo. Eles devem procurar uma corretora habilitada para a operação para fazer reservas. O valor mínimo é de R$ 3 mil e o máximo, de R$ 300 mil. Investidores de pequeno porte terão entre os dias 19 e 24 para reservas. Um dia depois será fixado o preço das ações que serão ofertadas. O coordenador líder da oferta é o Credit Suisse.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mercado de acesso tem novas candidatas

Por Ana Paula Ragazzi, de São Paulo

Teikon, Galena Química e Farmacêutica e BRQ Informática apresentam hoje ao mercado suas intenções de captar recursos no Bovespa Mais, o segmento de acesso da bolsa paulista.

Pela segunda vez neste ano, a Bovespa promove um encontro fechado entre candidatas ao segmento e representantes de bancos, escritórios de advocacia, auditorias e consultorias que têm interesse em assessorar companhias de menor porte que desejam fazer ofertas de ações.

A primeira a se apresentar será a gaúcha Teikon, que atua na manufatura de produtos eletrônicos, nas áreas de automação comercial e industrial, informática, telecomunicação, entre outros.

Ricardo Felizzola, presidente do conselho de administração da Teikon, afirma que a captação dará continuidade ao plano de expansão. "Nossos negócios, nos últimos anos, têm crescido a uma taxa elevada, de 50% ao ano", diz.

Ele identifica elevada demanda pelas atividades da empresa diante, por exemplo, dos incentivos para a venda de notebooks e do apelo para a compra de TVs de tela plana.

A Teikon ainda não fechou um valor para a captação, mas Felizzola avalia que ela estará dentro da faixa que acredita estar sinalizada para o Bovespa Mais, de R$ 20 milhões a R$ 100 milhões. "Se houver condições favoráveis no mercado, a intenção é colocar a operação na rua já neste ano", diz o executivo. No ano passado, a Teikon registrou faturamento bruto de R$ 115 milhões e, há três anos, busca um alinhamento com o mercado de capitais, adotando práticas de governança.

A segunda apresentação será a da Galena, de Campinas (SP), distribuidora de matérias-primas para os setores farmacêutico e alimentício. O presidente da empresa, Ranan Kartz , afirma que este ano a Galena começou a intensificar esforços para consolidar atuação no segmento de dermocosméticos - produtos que têm ação intermediária entre medicamentos e cosméticos.

A empresa espera que em cinco anos poderá consolidar a operação e ter fatia de 10% neste nicho do mercado. Em 2007, o faturamento da Galena foi de R$ 92 milhões e a expectativa é que, em 2008, alcance R$ 136 milhões.

"Tínhamos a opção de esperar uns dois ou três anos e tentar o Novo Mercado, mas acreditamos que o Bovespa Mais será uma forma de aproximação maior com a cultura dos investidores", diz. "Além disso, também possibilitará a colocação de um valor de mercado para a empresa".

Apesar de analisar de perto a possibilidade de listagem, a Galena não tem estimativas para valor ou prazo da operação. Também não descarta a associação com um fundo de participações, de olho nos ganhos em termos de governança.

Essa opção também não está sendo desconsiderada pela BRQ Informática, de São Paulo, especializada em serviços de tecnologia da informação, e que encerra o evento na bolsa. Benjamin Quadros, presidente da BRQ, afirma que a companhia se prepara para uma segundo rodada de investimentos, depois dos realizados com o aporte de R$ 50 milhões do BNDES, em outubro do ano passado. Segundo ele, nos últimos anos a BRQ comprou seis empresas e no momento negocia possíveis aquisições com outras 20.

Ele não fala em valores, mas acredita que a operação no Bovespa Mais pode sair até o início de 2009. Ano passado, o faturamento da BRQ atingiu R$ 150 milhões, mantendo um crescimento médio superior a 40% ao ano desde a sua fundação, há 15 anos. A empresa tem como meta faturar R$ 200 milhões neste ano.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Cedae equaciona dívidas e se prepara para emitir debêntures e fazer IPO

Água é essencial
Empresa de água não sofre com cheque devolvido
Nem vende a prazo

Difícil é ficar sócio do governo.


O balanço de 2007, que a Companhia de Águas e Esgoto do Rio (Cedae) publicará nos próximos dias, será o ponto de partida de uma série de operações da empresa que deverá culminar com uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no fim do primeiro semestre de 2009. O governo do Estado do Rio tem hoje 99,9% do capital da companhia e pretende vender parte do que excede o controle no Novo Mercado da BM&F Bovespa.

"A Cedae saiu de uma situação em que perdia R$ 30 milhões por mês para um caixa altamente positivo", disse o governador do Rio, Sérgio Cabral. A companhia é tida pelo governador como um dos principais exemplos do "choque de gestão" de seu governo. Sua dívida com fornecedores e prestadores de serviços era de R$ 180 milhões no início do ano passado. Hoje, segundo Fernando Avelino, diretor administrativo, financeiro e de relações com investidores da Cedae, caiu a R$ 30 milhões.

"O balanço de 2007 vai mostrar que a empresa está totalmente equilibrada", afirmou o diretor, ressaltando que o documento contempla um compromisso para equacionar o déficit atuarial do fundo de pensão dos funcionários da Cedae, a Prece. Ele admitiu que há um atraso na entrega dos demonstrativos financeiros à Comissão de Valores Mobiliários (na sexta-feira, foi entregue o informativo do primeiro trimestre do ano passado), mas disse que essa situação será agora totalmente regularizada.

O processo de reestruturação da Cedae está a cargo da Fundação Getúlio Vargas, com apoio da empresa carioca Iposeira. De acordo com Avelino, uma das primeiras medidas desses processo, no início do ano passado, foi a renegociação das dívidas da companhia, acompanhada por redução de gastos e ações para ampliar a arrecadação da companhia - no ano passado, informou o governador Sérgio Cabral, ela chegou ao nível recorde de US$ 1 bilhão.

Agora, a direção da Cedae trabalha para dar sustentação financeira ao plano de investimentos. Em setembro, a companhia pretende captar R$ 400 milhões em uma operação estruturada, que pode vir a ser uma emissão de debêntures ou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, por exemplo. Os recursos serão aplicados em dez projetos considerados de alta rentabilidade, como a troca de hidrômetros e a expansão da rede de água e esgoto para regiões de alto desenvolvimento do Estado.

Valor Economico

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Primeira IPO depois do IG


OGX Petróleo e Gás estrutura a primeira oferta pública de ações após o grau de investimento.



A empresa de Eike Batista, fará uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de 4.945.382 ações ordinárias no Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), segundo prospecto preliminar da operação publicado hoje nos jornais. O preço sugerido por ação vai de R$ 883 a R$ 1.131. Assim, a operação pode somar, em média, R$ 4,98 bilhões.

A quantidade de ações da oferta inicial poderá ser acrescida em até 15%, ou 741.807 ações, em opção de lote suplementar concedida pela OGX ao banco Credit Suisse, um dos coordenadores da operação. Há ainda opção para ações adicionais equivalentes a 20% da oferta inicial, ou 989.076 ações. O banco coordenador líder é o UBS Pactual.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Número de IPOs cai 60% em 2008

A crise do crédito hipotecário de alto risco (subprime) nos Estados Unidos puxou o freio das bolsas de valores de todo o mundo. Um estudo desenvolvido pela consultoria Ernst & Young mostra que somente no primeiro trimestre de 2008 o número de ofertas públicas iniciais (IPOs, em inglês) despencou 60% em comparação ao último trimestre de 2007. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 38%.

Ao todo, 83 companhias desistiram de suas ofertas públicas e 24 decidiram adiar a operação. Apesar do mercado pouco propício para estréias, 236 empresas mantiveram seus planos e abriram capital entre janeiro e março deste ano. Com as operações, as companhias captaram 102,1 bilhões de dólares, incluindo os 19,6 bilhões levantados pela Visa no maior IPO da história. “O capital levantado pelas empresas Visa Inc., China Railway Construction Corp Ltda e Reliance Power Ltda demonstra que as empresas ainda são capazes de atrair o interesse dos investidores”, diz Paulo Sergio Dortas, sócio da Ernst & Young.

Estados Unidos, China e Índia concentram 82% dos recursos aplicados em novatas em neste ano. No Brasil, nesta sexta-feira (18/4), a empresa de produtos de consumo Hypermarcas lançou suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), captando 700 milhões de reais. Os papéis tiveram seu preço inicial fixado em 17 reais, abaixo da faixa esperada pelos coordenadores do IPO, entre 20,50 reais e 24,50 reais, comprovando o receio dos investidores em apostar nas novatas. Já nos primeiros negócios do dia, as ações recuaram, chegando a cair mais de 6% no pior momento do dia. Este foi o segundo IPO na Bovespa no ano e a próxima estréia, da grife Le Lis Blanc, está marcada para o dia 25 de abril.

Para Dortas, apesar da turbulência no mercado acionário, grandes empresas devem obter bons resultados em ofertas públicas iniciais em 2008. O setor de gasodutos, segundo o executivo, é um dos que apresenta forte movimento de abertura de capital neste ano.

Os campeões de IPOs em 2008

País
Número de IPOs
Austrália
30
China
29
Japão
22
Canadá
20
Polônia
17
Índia
16
Fonte: Ernst & Young

Guia do Investidor

sábado, 24 de novembro de 2007

IPO da BM&F: reprise da Bovespa?

Está todo mundo achando que vai ser bom demais!!!

A unanimidade pode ser burra, mas
é sempre um indício de como deve se posicionar a massa!

Uma semana antes do lançamento das ações da Bolsa de Mercadoria e Futuros (BM&F), o movimento de investidores para reserva dos papéis está surpreendendo as corretoras. Afinal, após o sucesso da Bovespa, ninguém quer ficar de fora desse IPO (sigla em inglês para Inicial Public Ofering, ou oferta inicial de ações).

O sucesso da debutante não é para menos. A BM&F é uma das seis maiores bolsas de mercadorias do mundo, com um giro de negociações médio de aproximadamente R$ 50 bilhões por dia. Mas será que a BM&F vai repetir a perfomance da Bovespa, cujas ações se valorizaram 52,1% logo na estréia, em 26 de outubro?

Nesta corrida, a BM&F leva algumas vantagens. A bolsa mercantil, por exemplo, negocia contratos futuros enquanto a Bovespa trabalha com contratos à vista. Segundo analistas, essa característica garante maior segurança nos resultados, pois os ativos da BM&F são utilizados como títulos de proteção tanto pelas instituições financeiras quanto pelos demais investidores.

“Se houver alta nos negócios, a Bolsa Mercantil vai bem - e na crise não será diferente visto que os investidores vão querer negociar contratos para garantir o futuro”, pondera Ricardo Almeida, professor do IBMEC São Paulo. Os altos e baixos das commodities também não devem se refletir nos negócios da BM&F. Este tipo de contrato representa apenas 4% da movimentação da bolsa. Hoje, mais de 70% do total negociado é de títulos de juros e câmbio futuro. “O setor agrícola é um diferencial brasileiro e tem potencial para crescer na bolsa - o que deve ajudar a BM&F”, avalia Almeida. Por tudo isso, os analistas esperam um desempenho melhor que o da Bovespa. “É uma ação muito boa”, opina Almeida.

Mais agressivo, Marcos Crivelaro, professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), acredita numa valorização de 100% até o final do ano. “Se tiver uma seqüência boa de alta de bolsa, sem precisar de muita sorte, isso pode acontecer”, prevê Crivelaro. Mas nem tudo são flores para a bolsa mercantil. Há quem diga que é melhor esperar e comprar mais tarde os papéis. “Somente depois da apresentação dos primeiros números trimestrais é que se deve começar a avaliar a compra”, sugere Leandro Ruschel, diretor da Leandro&Stromer Trading, de Porto Alegre. O grande desafio da BM&F será, contudo, popularizar as negociações para conseguir um volume maior, assim como fez a Bovespa. “Ela precisa ter mais entrada de investidores pessoa física”, avalia Ruschel.