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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Kraft Foods e Perdigão negam acordo

A informação de que a Kraft Foods estaria preparando uma oferta para compra da Perdigão apressou explicações e anúncios oficiais das duas companhias na tarde desta quarta (05). A notícia, veiculada pelo Jornal Valor Econômico, dá conta que as duas empresas estariam tendo “conversas amigáveis, com interesse dos controladores em vender”.

A Perdigão informou à Comissão de Valores mobiliários (CVM) e também a Bovespa que foi “surpreendida com a reportagem veiculada”. A companhia catarinense alegou que “não recebeu e não tem conhecimento de qualquer informação nesse sentido”. Negar enfaticamente também foi a estratégia de comunicação da Kraft Foods. Em nota oficial, a empresa descartou que esteja preparando uma oferta de compra.

Analistas preferiram não comentar o assunto, por se tratar, ao menos por enquanto, de uma especulação. A Perdigão está em meio a uma oferta de ações que deve elevar seu valor para R$ 8 bilhões. A oferta de 20 milhões de novas ações aos investidores pretende financiar parte da aquisição da Eleva – movimento que fez a fabricante de alimentos tomar a dianteira do setor no país. A compra da Perdigão não poderia ser feita de forma simples, já que 42,8% do capital da empresa está nas mãos de fundações e fundos de investimento. Pelo estatuto social da Perdigão, ao comprar 20% ou mais das ações a Kraft teria de fazer uma oferta a todos os acionistas. As ações da Perdigão fecharam em alta de 4,6%, mas atingiram picos de 7,5% nas primeiras horas do pregão.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

PRGA3 - Perdigão ON

Observando os números da empresa identificamos um aumento substancial e consistente nos lucros líquidos apresentados, talvez em função de investimentos na sua estrutura que reduziram momentaneamente a receita operacional. E ainda ocorreu um aumento de seu valor patrimonial por ação. Nesta briga pelo marketshare com a Sadia, e também seguindo o desempenho do índice bovespa (do qual responde por 1,15%), o ativo perdeu mais de 20% em suas cotações de mercado. Agora ela ainda vai ganhar mais um concorrente de peso no segmento: o grupo Bertin comprou o controle da Vigor (leia matéria mais abaixo).


Pelo gráfico, está atingindo a sua linha de tendência de LP, mas ainda segue a recente LTB, a qual deverá ser rompida para poder caracterizar uma reversão mais confiável deste movimento no curto prazo. Se já é hora de comprar? Talvez voltando para cima de 40,00 valha uma entrada com stop justo.


Matéria: Perdigão ganha mais um concorrente de peso


O grupo paulista Bertin anunciou nesta segunda (26) a compra de 56% da Goult Participações, holding que possui 74,6% da fabricante de laticínios Vigor. Com a aquisição, efetuada por um valor não divulgado, a Bertin se tornará um dos grandes players de lácteos – segmento em que não atuava até então. A Vigor fabrica produtos lácteos das marcas Vigor, Leco, Danúbio e Faixa Azul, entre outros. Como a Bertin é uma das maiores exportadoras de carne do Brasil, a Vigor ganhará fôlego para ampliar a participação no mercado de leite. A companhia catarinense não tem do que se preocupar – pelo menos no curto prazo. É que o volume de leite captado pela Vigor corresponde a apenas 20% do total da Perdigão (177,8 milhões de litros ante 1,4 bilhão), “A Perdigão não reinaria sozinha em um mercado com tantas oportunidades como o lácteo”, comenta Rafael Weber, analista de investimentos da Corretora Geração Futuro.

A companhia de Videira (SC) entrou no segmento dos lácteos ao adquirir a Eleva (antiga Elegê) em outubro. O movimento, segundo Weber, é resultado da alta demanda por produtos lácteos tanto no Brasil como no exterior, efeito da elevação do custo do milho nos Estados Unidos, importante produtor de leite. A maior arma do grupo paulista no embate com a Perdigão é a marca Vigor que é muito conhecida dos consumidores, principalmente no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Mas ambas ainda precisarão percorrer um longo caminho de aprendizado no setor, pondera. “Mesmo que a Perdigão tenha comprado a Batávia há um ano e meio não aprendeu tudo ainda sobre o segmento. O mesmo vale para a Bertin”, alerta Weber.

No mesmo dia em que anunciou a compra da Vigor, o grupo Bertin declarou também que pretende estrear no mercado de frangos por meio de aquisições – outro campo da Perdigão. “A consolidação do setor é notável e o que vai ditar a velocidade deste movimento é a estrutura de capital de cada player envolvido”, sustenta Weber. Com faturamento previsto de R$ 900 milhões este ano, a Vigor tem hoje 2,5 mil funcionários em unidades na capital paulista e em São Gonçalo do Sapucaí (MG). A Leco tem fábricas em São Caetano do Sul (SP), Anápolis (GO) e Santo Inácio (PR). Marcos Graciani