Mostrando postagens com marcador cesp3. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cesp3. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Edital da Cesp impede a participação de empresas estatais

O governo do Estado de São Paulo decidiu manter o veto à participação direta ou indireta de empresas estatais no leilão de privatização da Cesp (Companhia de Energia de São Paulo), de acordo com o edital de venda da empresa.

Tanto as distribuidoras Cemig (MG) quanto a Copel (PR) manifestaram publicamente o interesse em participar do leilão de privatização da Cesp, terceira maior geradora de eletricidade do país. A Cemig tenta viabilizar sua participação por meio da Light, energética do Rio, em que tem participação acionária. O governo paulista argumenta que o processo de desestatização foi definido por meio de lei estadual, que impede a venda para estatais de outros Estados.

A Cemig informou que "continua interessada" no leilão. Segundo a empresa, o departamento jurídico vai analisar o edital e estudar eventuais alternativas. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria da Copel na noite de ontem. O edital, divulgado ontem, confirmou ainda a realização do leilão no dia 26 de março, a partir das 10h, no antigo pregão da Bovespa, pelo preço mínimo de R$ 49,75 por ação. Com isso, o governo paulista deverá levantar pelo menos R$ 6,6 bilhões com a venda da estatal.

Os consórcios interessados deverão se pré-identificar até o dia 10 de março. Terão ainda de depositar garantias no valor de R$ 1,74 bilhão um dia antes do leilão. Os lances serão feitos por meio de envelopes fechados. A Bovespa abrirá o leilão em viva-voz se a segunda maior oferta pela Cesp for de pelo menos 90% do valor do maior lance. O objetivo é obter o maior valor possível pela geradora.

O edital afirma ainda que os novos donos da Cesp terão de manter o plano de previdência complementar dos funcionários compatível com as regras atuais. Determina também que sejam cumpridos os acordos trabalhistas fechados antes da privatização e que, em caso de demissão, a empresa implemente programas de qualificação para os profissionais.

O edital prevê ainda que o novo controlador mantenha por pelo menos três anos os atuais patrocínios da Cesp a programas de gestão do patrimônio histórico, de assistência a crianças, além de projetos ambientais como os viveiros de mudas nas regiões das usinas.

A Cesp tem seis hidrelétricas, sendo que apenas a de Porto Primavera teve a sua concessão renovada até 2028. Em 2011 vence a concessão da usina de Três Irmãos e, em 2015, a de Jupiá. O governo paulista foi pressionado para reduzir o preço mínimo das ações por não ter assegurada as concessões.

Pelo menos três consórcios devem disputar a Cesp. No total, 12 empresas foram ao "data room" --central de informações financeiras da empresa. Entre os favoritos estão a franco-belga Suez/Tractebel, dona da antiga Gerasul, a maior geradora privada no país. A Suez deve entrar na disputa com a Neoenergia, que tem entre os sócios a espanhola Iberdrola.

A distribuidora paulista CPFL, que tem capital de Votorantim, Camargo Corrêa, Bradesco e Previ, também deve formar um consórcio.

O terceiro grupo teria a participação da ítalo-espanhola Enel/Endesa, com uma possível adesão da portuguesa EDP, dona das distribuidoras Bandeirante (SP), Enersul (MS) e Escelsa (ES).

Fonte: Folha Online

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

CESP3 - Cesp ON

Quebrando a sequência em ordem alfabética, trago para avaliação dos senhores o cenário da Companhia Energética de São Paulo - CESP.

Há muito vem se fando em venda dos ativos em posse do governo do estado de SP. Noticiaram, inclusive, que o Citibank já foi contratado para acelerar esta operação. Ações em carteira que seriam pulverizadas em ofertas para atrair outros acionistas minoritários (embora quem geralmente fica com o "grosso" são sempre os estrangeiros). Incluem-se também neste rol os papéis da Sabesp. mas já que estamos considerando aspectos técnicos e fundamentalistas, os números da CESP chamam atenção.

Como para as ações ordinárias da cia. não pode haver uma análise técnica confiável, em vista da sua baixíssima liquidez (o seu rumo, neste momento deve ser mais fruto de decisões políticas e jurídicas), primeiramente vou compartilhar um gráfico comparativo entre o seu desempenho e o do Ibovespa:


Vejam que ela ficou bem para trás e não acompanhou a valorização do índice! Agora - o mais incrível - atente para alguns números da empresa. Como é praxe no mercado as empresas trabalharem com múltiplos, a primeira coisa que salta aos olhos é o fato do valor patrimonial da ação (R$31,36) estar abaixo das suas cotações em mercado (hoje em torno de R$26). Para uma empresa que até pouco tempo atrás tinha um PL negativo, os números atuais (PL= 86) não chegam a assustar. Mas o V/VP abaixo de 1, indica que ela está sub-avaliada na bolsa, e ninguém (ainda mais se tratando de um governo chefiado por partido favorável às privatizações) vai se desfazer de um ativo por menos do que vale. Mesmo (ou principalmente) os políticos, não jogam dinheiro fora. Na pior das hipóteses vai para os seus bolsos - e aí é que está o perigo! A questão de manterem ou não o controle é que ainda não parece definida.

Mas observando a questão dos proventos, constatamos o grande período em que ela deixou de distribuir dividendos - desde 1999. A sua última subscrição foi em 1994! Olhando agora o quadro abaixo, é que vamos entender o porquê:


A empresa não dá lucro!!! Até 2003 só apresentou prejuízos, seja por causa da gestão ou devido a manobras contábeis, não havia mesmo como distribuir o inexistente. A pártir de meados de 2006 ela parece ter "zerado" a pedra: nem verde nem vermelho. Como pode?

Será que dentro da filosofia de Warren Buffet, as suas estratégias contemplariam a possibilidade dele se tornar sócio desta empresa? Uma caixinha de surpresas... ou de Pandora?

Final do ano chegando... e muita gente ainda acredita em Papai Noel. Quem sabe mais uma vez ele vem de saco cheio. Mas isto não é recomendação de investimento, portanto a decisão é pessoal e, por favor, depois não me venham "encher o saco"!

Brincadeirinha... :-)

Olha o que está escrito no Portal do Governo de SP:

A Cesp é a maior empresa de geração de energia do Estado de São Paulo e a terceira maior do Brasil. Ela é responsável por 58% de toda a energia produzida no Estado e por quase 12% de toda a produção nacional. A Companhia opera seis usinas hidrelétricas que totalizarão uma potência instalada de 7.455,3 megawatts no primeiro semestre de 2003.

http://www.saopaulo.sp.gov.br/linha/cesp.htm