Alta de 2% na cotação de Vale5 hoje.
Estou esperando para ver se a cotação fica efetivamente lateralizada. Aí pode ser meu momento de lançamento de opções sobre ela.
05:55 London Currency: GBp
| Price1,110.000 | Change72.000 | % Change6.936 | Bid1,110.000 | Ask1,112.000 | Open1,085.000 |
| Volume6,658,451 | High1,118.000 | Low1,072.000 | 52-Wk High2,205.000(05/16/08) | 52-Wk Low731.500(11/20/08) | 1-Yr Return-28.696 |
"A operação já foi aprovada pelo conselho da empresa e, se foi encaminhada a ele, é porque havia consenso sobre a necessidade. Acredito que todos irão acompanhar a operação", afirma Pedro Galdi, analista da corretora SLW. Leonardo Alves, analista da Link Corretora, lembra que a Valepar terá necessariamente de acompanhar a oferta. "A holding detém fatia de controle de 52,3% da Vale e qualquer pequena diluição poderá significar a perda deste status."
Há a avaliação de que os acionistas controladores da Vale, abrigados na Valepar, terão que pegar dinheiro no mercado para participar do aumento de capital. Em um cálculo preliminar, só a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, maior acionista, com 18% do capital total da Vale, vai ter que desembolsar US$ 2,7 bilhões se não quiser diluir sua participação.
A Bradespar, segundo maior acionista da Valepar, tem uma fatia de 5,7% do capital total da Vale e vai ter que captar no mínimo US$ 855 milhões. O mercado já trabalha com a expectativa de que a Bradespar realize a já anunciada intenção de se desfazer da participação de 9% nas ações da CPFL para se capitalizar.
A japonesa Mitsui tem também uma fatia de 5,7% no capital total da companhia, necessitando portanto de US$ 855 milhões para entrar na oferta primária. O BNDES detém 3,5% e, portanto, deve desembolsar US$ 525 milhões. No total, os acionistas deverão levantar cerca de US$ 5 bilhões para acompanhar a operação de US$ 15 bilhões da Vale.
Entretanto, segundo fontes do setor financeiro, são possíveis vários arranjos dentro da Valepar. A Previ e o BNDES, por exemplo, podem se articular para que o banco aumente sua posição, enquanto a Previ mantém a sua.
Isto é possível, dizem analistas. A Previ possui 49% das ações ordinárias da Valepar e 100% das preferenciais (que correspondem a 8% do capital total da holding) tendo portanto 57% do capital total da controladora da Vale. Como nenhum acionista isoladamente pode deter mais de 49% das ações ordinárias na Valepar, estas ações preferenciais (que eram ordinárias e viraram preferenciais para a Previ obedecer o limite de participação na holding) podem ser vendidas a algum outro controlador.
Neste caso, elas são imediatamente reconvertidas em ordinárias. O BNDES pode se candidatar a comprar estes papéis para ampliar sua presença no controle da mineradora, sem a Previ colocar a mão no bolso no aumento de capital pretendido pela Vale.
A japonesa Mitsui também poderia se candidatar a adquirir estas ações, mas, por ser estrangeira, suas chances são vistas como reduzidas pelas fontes ouvidas pelo Valor. O mais provável, porém, seja que Previ e BNDES se articulem para o banco ampliar sua presença no bloco de controle garantindo assim que a Vale se mantenha como uma empresa de capital nacional. Esta foi uma das exigências do governo brasileiro quando a Vale estava negociando a compra da Xstrata.
Outra negociação que poderá rolar internamente na Valepar seria dentro da Litel, a Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para abrigar a Previ e os fundos de pensão Petros, Funcef e Cesp. A Previ tem 80,62% da Litel e os outros três fundos participam com 19,37% no veículo, por meio de um fundo de investimento. A Petros, por exemplo, detém 6,95% da Litel e seus dirigentes gostariam de ampliar esta fatia, garantindo uma presença maior no bloco de controle. Portanto, a chance de um rearranjo dentro da Litel não é descartada, aproveitando a oferta primária.
O analista do JP Morgan Rodolfo R. de Angele, prevê em relatório que a oferta estará estruturada até meados de julho. Ele não espera que os acionistas controladores tenham diluição de suas participações. O JP Morgan destaca que a nova oferta pavimenta o caminho para novas aquisições da Vale. Para o analista, a brasileira sabe muito bem o que quer. Ela busca ativos de cobre e carvão, principalmente. Em segundo plano, de alumínio, desde que seja produzido com energia a baixo preço. Neste contexto, uma opção pela Freeport McMoran Copper & Gold é correta, pois ela é a sétima produtora mundial de cobre. A Xstrata e a Anglo American representam as melhores aquisições por serem grandes empresas diversificadas.
Já relatório do banco de investimento Merrill Lynch divulgado ontem insiste na Xstrata como o alvo preferencial da Vale. O negócio, com um valor de mercado da Xstrata de US$ 80 bilhões e mais prêmio de 25%, poderia alcançar US$ 100 bilhões.
Para um passo mais ousado na consolidação setorial, a mineradora precisará de muitos bilhões a mais. "O montante é curioso, em nossa visão. Parece pouco para uma corrida pela Freeport-McMoRan Copper & Gold, que poderia requerer mais US$ 50 bilhões em dívida", comenta o analista Alexander Hacking, do Citi, citando uma potencial candidata à aquisição pela Vale também destacada por outros especialistas. Por hora, os recursos melhorarão a estrutura de capital e ajudarão a fazer frente tanto a investimentos em aumento de capacidade quanto em aquisições.
Embora não seja suficiente para isoladamente bancar um grande negócio, o anúncio da Vale deixou o mercado convencido de que ela se prepara para lançar uma oferta hostil internacional. As apostas recaem, num primeiro momento, sobre a Anglo American, quarta maior do mundo. A avaliação é que a brasileira está se armando para ir à guerra.
Depois de engordar substancialmente o caixa, que estava em US$ 2,2 bilhões em março, a companhia estará em posição mais confortável para lançar-se em batalhas hostis de aquisição. Como a dívida líquida estava em US$ 18,3 bilhões no encerramento do primeiro trimestre, o ingresso de capital almejado melhorará significativamente a alavancagem. "A dívida líquida ficaria próxima de zero", segundo o analista Jorge Beristain, do Deutsche Bank.
A megaoferta de ações, que poderá ocorrer no segundo semestre, deixará a mineradora confortável para fazer uma captação em dívida entre US$ 50 bilhões e US$ 80 bilhões. E importante: após a operação, mesmo uma alavancagem desse porte não ameaçaria o grau de investimento da segunda maior mineradora do mundo. Isso porque a relação entre a dívida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) não passaria de 2,5 vezes. Além de potenciais compras, a Vale possui um plano estratégico já anunciado de investimentos de US$ 59 bilhões.
O anúncio da companhia na manhã de ontem foi recebido sem surpresas pelos analistas setoriais. Desde a semana passada, circulavam rumores de que a Vale poderia fazer uma grande emissão de ações. O Banif Investment Bank chegou a escrever, na quarta-feira, que a companhia anunciaria uma operação de US$ 12 bilhões - bastante próximo do valor efetivamente divulgado pela empresa. Os rumores circularam com força durante evento do setor de siderurgia promovido pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), no Sofitel, no Rio de Janeiro.
A diretoria da Vale, segundo o comunicado, aprovou a realização de uma oferta primária no dia 26 de maio. Só ontem cedo, porém, decidiu informar que submeterá tal tema ao conselho de administração.
Embora a estrutura societária da Vale permita que a emissão seja toda em ações prefereciais classe A, a companhia informou que também serão ofertados novos papéis ordinários (ON, com direito a voto). O capital total da mineradora é composto 60% por ordinárias e 40% por preferenciais, embora o estatuto da empresa admita a emissão de papéis sem direito a voto até dois terços da quantidade total. Bastaria o conselho aprovar, sem necessidade de mudança do estatuto. O documento permite que a companhia aprove emissões de ações que, pelas atuais cotações em bolsa, somem cerca de R$ 290 bilhões.
Ainda não há detalhes sobre a quantidade de papéis a ser emitida. Também não há informações se os atuais controladores participarão da operação para não serem diluídos. Grandes acionistas do bloco de controle como a Bradespar e a Previ não se posicionaram.
Os analistas, entretanto, não consideram a possibilidade de redução da fatia detida pela holding controladora, a Valepar. A companhia reúne a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil , BNDESPar, Bradespar e ainda o grupo japonês Mitsui & Co.. No máximo, julgam possível um rearranjo das fatias em Valepar, embora a operação não seja suficientemente grande para mudanças substanciais. A diluição na participação dos acionistas que não participarem da oferta será da ordem de 9%.
Para Eduardo Roche, gerente de renda variável do Modal Asset, a oferta primária vai preservar a relação entre ordinárias e preferenciais. Na sua análise, o risco de perda de controle pelos atuais acionistas ocorreria em duas situações: conversão de preferenciais para ordinárias ou uso da ação com direito a voto como moeda de troca para uma aquisição. "Neste caso atual, o risco de diluição é zero."
Na visão do Banif Investment, a decisão de ofertar ordinárias tem relação tanto com o desejo dos controladores de manterem sua participação inalterada quanto com o apetite do investidor estrangeiro, que concentra suas apostas nesse tipo de papel.
Nos relatórios divulgados hoje, os analistas do Deutsche Bank, Citi e Goldman Sachs mantiveram a recomendação de compra para as ações da empresa.
Atualmente, 39,1% das ações ordinárias e 98,3% das preferenciais da companhia estão em circulação no mercado, equivalente a cerca de R$ 160 bilhões - ou 60% do valor de mercado da empresa na bolsa paulista.
Oferta é elevada a US$ 90 bi, segundo a agência Reuters
A Vale aumentou para US$ 90 bilhões a oferta de compra da mineradora anglo-suíça Xstrata e fechou financiamento de cerca de US$ 50 bilhões com oito bancos para a operação, de acordo com a agência Reuters.
A primeira oferta informal, de US$ 76 bilhões, ou 40 libras por ação, foi rejeitada pelos acionistas da Xstrata.
Segundo uma fonte próxima da operação, a Vale aumentou em 17% a proposta, após a Glencore -maior acionista da Xstrata, com 35%- pedir até 48 libras por ação.
A Vale já teria fechado financiamento com Santander, HSBC, BNP Paribas, Lehman Brothers, Credit Suisse, Citigroup, Calyon e Royal Bank of Scotland. Sete deles entrariam com US$ 6,7 bilhões cada um, e um, com US$ 3 bilhões.
Eles estariam procurando crédito de mais US$ 2,5 bilhões.
Um fundo de investimento de Londres que possui ações da trading Glencore International disse que a nova proposta deixa o negócio mais próximo. Segundo um administrador de carteira do fundo, a Glencore não aceitaria menos de 45 libras. "Pediram 48,5 libras. Achamos que está muito perto de a proposta ir para o papel."
No entanto, falta definir o que será pago em ação e dinheiro e se as condições da Glencore, como manter os direitos de comercialização de produtos como níquel, serão aceitas.
"Pela Glencore ela colocava o valor do negócio todo em ações na nova empresa que será formada. Eles acham que um acordo com a Vale faz muito sentido e terá muita sinergia, querem a maior parte possível em ações."
Uma fonte na Vale ouvida pela Reuters disse que o presidente da empresa, Roger Agnelli, e o diretor financeiro, Fábio Barbosa, estão em Londres, sede da Xstrata, finalizando o acordo.
Outras fontes, no entanto, declaram haver "discrepâncias significativas entre as duas partes" e que nenhum valor teria sido acordado.
Procurada, a Vale disse que não comentaria o caso. Caso ocorra nova oferta, as informações relevantes terão de ser divulgadas ao mercado no Brasil, segundo as regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).