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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Vale


Alta de 2% na cotação de Vale5 hoje.

Estou esperando para ver se a cotação fica efetivamente lateralizada. Aí pode ser meu momento de lançamento de opções sobre ela.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Vale


Junto com a Petr4, Vale5 acaba sendo a nota desafinada no movimento de alta de hoje da Bovespa.

Hoje o movimento nela foi de R$ 797,8 milhões, praticamente 50% superior ao giro da Petr4.

A ação amanheceu hoje ajustada pelos proventos a serem pagos, preço de fechamento em em R$30,10.

Sobre a cotação ajustada por proventos, fiquem atentos as fontes de informação que vocês estiverem usando. Por exemplo, o Yahoo Finance apontou o dia inteiro hoje queda na cotação de CNFB4, inclusive listando como entre as maiores quedas do dia. Na verdade, o papel amanheceu ex-proventos. Após ajuste de proventos fechou em alta de 1,57%,

terça-feira, 14 de abril de 2009

Vale


Começou o dia em forte alta.
No final do dia, acabou fechando praticamente estável, certamente influenciada pelo mercado americano, onde as vendas a varejo parecem não estar indo muito bem.

Desenhou-se hoje uma briga interessante na D30, vamos ver o desenrolar da história até o final da semana.

Não é análise, mas a cotação de VALE5 respeitou o valor de PETR4 durante todo dia, chegaram a ficar juntas, mas Vale acabou ficando pouca coisa abaixo. E isto não é análise, no máximo brincadeira de numerologia.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Vale

Continua lá naquela região ao redor de R$28,50.
Por causa disto, a opção D30 derreteu legal hoje, fechando a apenas R$0,50. Time decay corroendo todo o valor desta opção.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Vale


Lá se foi a Vale afundando, junto com a maioria das ações da Bovespa.

Minhas linhas de Fibonacci ficaram totalmente longe da cotação de hoje.

Mau humor total com os planos de re-estruturação das montadoras americanas, declarações do Gheitner de que os bancos vão precisar de mais dinheiro, cotação do petróleo em queda.

Minha D30 agora a R$0,30, neste momento acredito que a opção caminha para virar pó.

sábado, 28 de março de 2009

Vale


Continua navegando dentro da zona de cosgetionamento forte, ontem cedeu a um suporte na região de R$27,90.

Meu lançamento na D30 continua protegidinho, ontem a R$0,55. O Theta vai consumindo todo o valor da opção, mantidas as condições atuais, esta opção caminha para o pó.

Pessoalmente, prefiro assim, lançar OTM, e monitorar para quando entrar no dinheiro rolar, seja de série seja para cima ou para baixo.

Há quem prefira lançar dentro do dinheiro, para conseguir uma taxa mais alta. Mas esta estratégia funciona melhor em épocas de baixa. Mas mesmo quem está ITM deve estar satisfeito, com o preço do papel parado.

Mas esta visão de ganhar com papel parado é ruim. Prefiro que o preço do papel varie, preferencialmente para cima. Nada mal ganhar com o preço do papel em alta. E alta reflete os bons ventos na economia como um todo, empregos e renda para todo mundo. Ficar satisfeito ou torcendo pela queda é um tanto quanto medíocre.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Vale


Lá está a VALE5 em alta novamente, a R$28,30.
Enquanto isto, minha D30 parou em R$0,67 hoje.

A alta de hoje, que favoreceu as siderurgicas e metalurgia, puxou a cotação na força para cima.
Ainda acredito estar numa região de resistência forte.

Preocupação com minha venda coberta somente se vencer R$29,50.

terça-feira, 24 de março de 2009

Vale


Vale entrando novamente dentro do caixote, após devolver o ganho obtido na segunda-feira.

Minhas opções na D30 voltam a ficar totalmente fora do dinheiro.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Vale e Petro

Dia de consenso de alta, após anúncio de pacote para limpar balanço dos bancos americanos dos ativos tóxicos, coisa de até U$1 bi.

Bovespa disparou, levando a VALE5 a alta de 4,8%, a R$28,40.

A D30, onde estou lançado, bateu hoje a R$0,85, ultrapassou meu lançamento em cinco centavos. Por enquanto permaneço vendido nela, mas o dinheiro para uma eventual rolagem já está disponível na corretora. Lançar opções é assim mesmo, tem de estar sempre pronto para por dinheiro na opção em caso de alta, ao mesmo tempo que ganha com o papel. Meu limite com esta opção está bem próximo, se VALE5 se aproximar de de R$29,90, rompendo a resistência, vou rolar.

Como eu havia comentado em posts anteriores, a única resistência considerável que vejo em PETR4 está em R$32. A D32 fechou hoje a R$0,99, valor bastante alto, embute uma expectativa de alta forte ainda para PETR4, portanto chance de exercício me parece forte. Já a D34 vale apenas R$0,39, ainda não é um valor que me atraia para vender opções.

Desta forma, continuo aguardando um pouco mais em relação a opções de Petrobras.

sábado, 21 de março de 2009

Vale


Continuo vendo a Vale encaixotada na região entre R$25 e R$28.
Mesmo que venda a subir, terá que vencer as resistências em R$28,47, R$29,55 e R$30,64.

Ontem, sexta-feira, com giro da bolsa caindo novamente para R$3,5bi, a VALE5 acabou fechando quase estável, confirmando sinal da congestão na região do caixote. Durante o dia, as cotações até ameaçaram um rally, na cola do movimento da PETR4 que chegou a alta expressiva no dia de ontem.

No final do dia, mercado perdeu força.

Por enquanto, o lançamento de opções na VALED30 está totalmente dentro do plano, cotação fechando a R$0,58.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Vale



Alta forte, passando de 10% durante o pregão.
Como sempre digo, este papel da Vale não é para amador, até outro dia a Petr4 tinha até passado a cotação da Vale, mas hoje ela impôs respeito e passou com folga dos R$28.

E a alta da Vale trouxe a reboque Usiminas (+8,13) e Gerdau (+6,57%). Toda vez que acontece isso, fico pensando se não é redundância ter ações da Vale e de empresas de siderurgia e metalurgia.

Indo mais além, a bolsa de São Paulo gira com força graças a dois papéis: Petro e Vale. As outras são meras coadjuvantes. O que me traz a mente outro raciocínio: são os estrangeiros que dão força ao giro na Bovespa, e eles parecem não se importar muito de serem sócios de uma empresa de capital misto como a Petrobras, mas se pelam de medo de serem sócios no Citi junto com o governo americano. Têm razão em se preocupar, governo brasileiro fez de tudo para agradar investidor, em especial estrangeiro. Lá nos USA, a coisa pode ser diferente, este banco pode quebrar e o investimento de todo mundo vira pó.

Mineradoras em alta lá fora

A BHP dando alta de quase 7%, a Bloomberg atribui a alta a um otimismo quanto ao consumo de metal pela China.

De olho na Vale hoje, então.
Será que dá tempo pra um day-trade agressivo neste papel?



BHP Billiton PLC
Industry: Diversified Mineral

05:55 London Currency: GBp


Price1,110.000Change72.000 % Change6.936 Bid1,110.000Ask1,112.000Open1,085.000
Volume6,658,451High1,118.000Low1,072.00052-Wk High2,205.000(05/16/08) 52-Wk Low731.500(11/20/08) 1-Yr
Return
-28.696

terça-feira, 3 de março de 2009

Vale



Num dia eu te odeio...
No dia seguinte, eu te adoro.

Assim vai o mercado, por altos e baixos.

O gráfico acima é das 16:45h, falta pouco pra fechar, mas a volatilidade intraday está muito alta. eu nem me arriscaria a fazer prognóstico pro fechamento.

A Vale tem muito do seu movimento de preços associado a ADR's em NY, os investidores de Vale são os mesmos das grandes mineradoras mundiais, como a BHP. Os swings de movimento dela sempre são bastante fortes.

De qualquer forma, lá vai ela em alta de 4%, com diferença de preço de R$1,00 para a Petr4.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Vale


Olha que canal de baixa, praticamente do início de fevereiro até agora.
Mas a Vale é a Vale, quando resolve subir também sobre pra valer.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sobre a alta da Vale

"O que está ajudando o setor, e a Vale, é a melhoria dos preços causada pela queda dos estoques de minério de ferro da China", disse ontem em entrevista Bernardo Lobão, analista do setor siderúrgico da ARX Capital Management, sediada no Rio de Janeiro. "Já tínhamos embutido na cotação as condições ruins para os preços e volumes."

Os preços do minério de ferro estão se recuperando num momento em que siderúrgicas de pequeno e médio porte da China repõem seus estoques, escreveu o Morgan Stanley em relatório divulgado nesta terça-feira. Os preços dos metais industriais subiram este ano com especulações de que os pacotes de estímulo à atividade econômica adotados pelos governos vão ajudar a impulsionar a economia e a revitalizar a demanda.

Os estoques chineses de minério de ferro caíram para 62,7 milhões de toneladas, em relação ao recorde de 74 milhões de toneladas, disse Du Wei, diretor de pesquisa em minério de ferro da Umetal Research Center, em entrevista por telefone concedida em 24 de dezembro. A China é o maior comprador mundial do produto, a principal matéria-prima da siderurgia.

As usinas maiores, como a Baosteel Group Corp. e a Magang (Group) Holdings Co., estão esgotando onerosas reservas de minério de ferro em vez de solicitar novas importações da commodity. A crise financeira mundial reduziu a demanda por aço por parte das montadoras e construtoras, obrigando as siderúrgicas a reduzir a produção e a adiar as remessas de matérias-primas.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Vale

De R$ 23,89, no fechamento do dia 30 de dezembro, a R$29,25, hoje as 12:30.
Vai subindo, quase em linha reta. E nem vi nenhuma notícia de impacto para entender esta alta.

E os vendidos em opções vão lá tomando calor, tendo de rolar suas posições. Festa pras corretoras, que vão faturando mais algumas corretagens.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pregão de hoje

Na prática, primeiro dia útil de 2009, porque nem conto o dia 02 de janeiro, foi um dia modorrento.

Hoje a VALE5 em alta de mais de 8%, arrastando tudo junto: USIM5, CSNA3, GGBR4. PETR4 pega carona, e o Ibovespa rompeu pra cima dos 41.000 pontos. Isso num dia em que o Dow Jones está fraquinho, em queda.

Qual a próxima resistência?

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Controladores querem manter participação na Vale

Os atuais acionistas da Vale deverão acompanhar o aumento de capital da companhia, comprando ações na oferta de US$ 15 bilhões pretendida pela mineradora. No entanto, alguns analistas não descartam a possibilidade de a operação resultar em mudanças na posição de controle da empresa existente hoje.

"A operação já foi aprovada pelo conselho da empresa e, se foi encaminhada a ele, é porque havia consenso sobre a necessidade. Acredito que todos irão acompanhar a operação", afirma Pedro Galdi, analista da corretora SLW. Leonardo Alves, analista da Link Corretora, lembra que a Valepar terá necessariamente de acompanhar a oferta. "A holding detém fatia de controle de 52,3% da Vale e qualquer pequena diluição poderá significar a perda deste status."

Há a avaliação de que os acionistas controladores da Vale, abrigados na Valepar, terão que pegar dinheiro no mercado para participar do aumento de capital. Em um cálculo preliminar, só a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, maior acionista, com 18% do capital total da Vale, vai ter que desembolsar US$ 2,7 bilhões se não quiser diluir sua participação.

A Bradespar, segundo maior acionista da Valepar, tem uma fatia de 5,7% do capital total da Vale e vai ter que captar no mínimo US$ 855 milhões. O mercado já trabalha com a expectativa de que a Bradespar realize a já anunciada intenção de se desfazer da participação de 9% nas ações da CPFL para se capitalizar.

A japonesa Mitsui tem também uma fatia de 5,7% no capital total da companhia, necessitando portanto de US$ 855 milhões para entrar na oferta primária. O BNDES detém 3,5% e, portanto, deve desembolsar US$ 525 milhões. No total, os acionistas deverão levantar cerca de US$ 5 bilhões para acompanhar a operação de US$ 15 bilhões da Vale.

Entretanto, segundo fontes do setor financeiro, são possíveis vários arranjos dentro da Valepar. A Previ e o BNDES, por exemplo, podem se articular para que o banco aumente sua posição, enquanto a Previ mantém a sua.

Isto é possível, dizem analistas. A Previ possui 49% das ações ordinárias da Valepar e 100% das preferenciais (que correspondem a 8% do capital total da holding) tendo portanto 57% do capital total da controladora da Vale. Como nenhum acionista isoladamente pode deter mais de 49% das ações ordinárias na Valepar, estas ações preferenciais (que eram ordinárias e viraram preferenciais para a Previ obedecer o limite de participação na holding) podem ser vendidas a algum outro controlador.

Neste caso, elas são imediatamente reconvertidas em ordinárias. O BNDES pode se candidatar a comprar estes papéis para ampliar sua presença no controle da mineradora, sem a Previ colocar a mão no bolso no aumento de capital pretendido pela Vale.

A japonesa Mitsui também poderia se candidatar a adquirir estas ações, mas, por ser estrangeira, suas chances são vistas como reduzidas pelas fontes ouvidas pelo Valor. O mais provável, porém, seja que Previ e BNDES se articulem para o banco ampliar sua presença no bloco de controle garantindo assim que a Vale se mantenha como uma empresa de capital nacional. Esta foi uma das exigências do governo brasileiro quando a Vale estava negociando a compra da Xstrata.

Outra negociação que poderá rolar internamente na Valepar seria dentro da Litel, a Sociedade de Propósito Específico (SPE) criada para abrigar a Previ e os fundos de pensão Petros, Funcef e Cesp. A Previ tem 80,62% da Litel e os outros três fundos participam com 19,37% no veículo, por meio de um fundo de investimento. A Petros, por exemplo, detém 6,95% da Litel e seus dirigentes gostariam de ampliar esta fatia, garantindo uma presença maior no bloco de controle. Portanto, a chance de um rearranjo dentro da Litel não é descartada, aproveitando a oferta primária.

O analista do JP Morgan Rodolfo R. de Angele, prevê em relatório que a oferta estará estruturada até meados de julho. Ele não espera que os acionistas controladores tenham diluição de suas participações. O JP Morgan destaca que a nova oferta pavimenta o caminho para novas aquisições da Vale. Para o analista, a brasileira sabe muito bem o que quer. Ela busca ativos de cobre e carvão, principalmente. Em segundo plano, de alumínio, desde que seja produzido com energia a baixo preço. Neste contexto, uma opção pela Freeport McMoran Copper & Gold é correta, pois ela é a sétima produtora mundial de cobre. A Xstrata e a Anglo American representam as melhores aquisições por serem grandes empresas diversificadas.

Já relatório do banco de investimento Merrill Lynch divulgado ontem insiste na Xstrata como o alvo preferencial da Vale. O negócio, com um valor de mercado da Xstrata de US$ 80 bilhões e mais prêmio de 25%, poderia alcançar US$ 100 bilhões.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

US$ 15 bi ainda é pouco

A captação de até US$ 15 bilhões pretendida pela Vale do Rio Doce é grande, embora não seja suficiente para as ambições da empresa. O montante que a companhia quer levantar com a emissão de novas ações representa muito em dinheiro em qualquer lugar do mundo, porém é pouco quando o pano de fundo é a consolidação global do setor de mineração. Mesmo em relação ao seu valor de mercado a proporção não assusta. Trata-se de menos de 10% de sua avaliação, de US$ 170 bilhões, no fechamento do pregão de ontem.

Para um passo mais ousado na consolidação setorial, a mineradora precisará de muitos bilhões a mais. "O montante é curioso, em nossa visão. Parece pouco para uma corrida pela Freeport-McMoRan Copper & Gold, que poderia requerer mais US$ 50 bilhões em dívida", comenta o analista Alexander Hacking, do Citi, citando uma potencial candidata à aquisição pela Vale também destacada por outros especialistas. Por hora, os recursos melhorarão a estrutura de capital e ajudarão a fazer frente tanto a investimentos em aumento de capacidade quanto em aquisições.

Embora não seja suficiente para isoladamente bancar um grande negócio, o anúncio da Vale deixou o mercado convencido de que ela se prepara para lançar uma oferta hostil internacional. As apostas recaem, num primeiro momento, sobre a Anglo American, quarta maior do mundo. A avaliação é que a brasileira está se armando para ir à guerra.

Depois de engordar substancialmente o caixa, que estava em US$ 2,2 bilhões em março, a companhia estará em posição mais confortável para lançar-se em batalhas hostis de aquisição. Como a dívida líquida estava em US$ 18,3 bilhões no encerramento do primeiro trimestre, o ingresso de capital almejado melhorará significativamente a alavancagem. "A dívida líquida ficaria próxima de zero", segundo o analista Jorge Beristain, do Deutsche Bank.

A megaoferta de ações, que poderá ocorrer no segundo semestre, deixará a mineradora confortável para fazer uma captação em dívida entre US$ 50 bilhões e US$ 80 bilhões. E importante: após a operação, mesmo uma alavancagem desse porte não ameaçaria o grau de investimento da segunda maior mineradora do mundo. Isso porque a relação entre a dívida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) não passaria de 2,5 vezes. Além de potenciais compras, a Vale possui um plano estratégico já anunciado de investimentos de US$ 59 bilhões.

O anúncio da companhia na manhã de ontem foi recebido sem surpresas pelos analistas setoriais. Desde a semana passada, circulavam rumores de que a Vale poderia fazer uma grande emissão de ações. O Banif Investment Bank chegou a escrever, na quarta-feira, que a companhia anunciaria uma operação de US$ 12 bilhões - bastante próximo do valor efetivamente divulgado pela empresa. Os rumores circularam com força durante evento do setor de siderurgia promovido pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), no Sofitel, no Rio de Janeiro.

A diretoria da Vale, segundo o comunicado, aprovou a realização de uma oferta primária no dia 26 de maio. Só ontem cedo, porém, decidiu informar que submeterá tal tema ao conselho de administração.

Embora a estrutura societária da Vale permita que a emissão seja toda em ações prefereciais classe A, a companhia informou que também serão ofertados novos papéis ordinários (ON, com direito a voto). O capital total da mineradora é composto 60% por ordinárias e 40% por preferenciais, embora o estatuto da empresa admita a emissão de papéis sem direito a voto até dois terços da quantidade total. Bastaria o conselho aprovar, sem necessidade de mudança do estatuto. O documento permite que a companhia aprove emissões de ações que, pelas atuais cotações em bolsa, somem cerca de R$ 290 bilhões.

Ainda não há detalhes sobre a quantidade de papéis a ser emitida. Também não há informações se os atuais controladores participarão da operação para não serem diluídos. Grandes acionistas do bloco de controle como a Bradespar e a Previ não se posicionaram.

Os analistas, entretanto, não consideram a possibilidade de redução da fatia detida pela holding controladora, a Valepar. A companhia reúne a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil , BNDESPar, Bradespar e ainda o grupo japonês Mitsui & Co.. No máximo, julgam possível um rearranjo das fatias em Valepar, embora a operação não seja suficientemente grande para mudanças substanciais. A diluição na participação dos acionistas que não participarem da oferta será da ordem de 9%.

Para Eduardo Roche, gerente de renda variável do Modal Asset, a oferta primária vai preservar a relação entre ordinárias e preferenciais. Na sua análise, o risco de perda de controle pelos atuais acionistas ocorreria em duas situações: conversão de preferenciais para ordinárias ou uso da ação com direito a voto como moeda de troca para uma aquisição. "Neste caso atual, o risco de diluição é zero."

Na visão do Banif Investment, a decisão de ofertar ordinárias tem relação tanto com o desejo dos controladores de manterem sua participação inalterada quanto com o apetite do investidor estrangeiro, que concentra suas apostas nesse tipo de papel.

Nos relatórios divulgados hoje, os analistas do Deutsche Bank, Citi e Goldman Sachs mantiveram a recomendação de compra para as ações da empresa.

Atualmente, 39,1% das ações ordinárias e 98,3% das preferenciais da companhia estão em circulação no mercado, equivalente a cerca de R$ 160 bilhões - ou 60% do valor de mercado da empresa na bolsa paulista.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Vale tomará de bancos US$ 50 bi para levar Xstrata

Oferta é elevada a US$ 90 bi, segundo a agência Reuters

A Vale aumentou para US$ 90 bilhões a oferta de compra da mineradora anglo-suíça Xstrata e fechou financiamento de cerca de US$ 50 bilhões com oito bancos para a operação, de acordo com a agência Reuters.

A primeira oferta informal, de US$ 76 bilhões, ou 40 libras por ação, foi rejeitada pelos acionistas da Xstrata.

Segundo uma fonte próxima da operação, a Vale aumentou em 17% a proposta, após a Glencore -maior acionista da Xstrata, com 35%- pedir até 48 libras por ação.

A Vale já teria fechado financiamento com Santander, HSBC, BNP Paribas, Lehman Brothers, Credit Suisse, Citigroup, Calyon e Royal Bank of Scotland. Sete deles entrariam com US$ 6,7 bilhões cada um, e um, com US$ 3 bilhões.

Eles estariam procurando crédito de mais US$ 2,5 bilhões.
Um fundo de investimento de Londres que possui ações da trading Glencore International disse que a nova proposta deixa o negócio mais próximo. Segundo um administrador de carteira do fundo, a Glencore não aceitaria menos de 45 libras. "Pediram 48,5 libras. Achamos que está muito perto de a proposta ir para o papel."

No entanto, falta definir o que será pago em ação e dinheiro e se as condições da Glencore, como manter os direitos de comercialização de produtos como níquel, serão aceitas.
"Pela Glencore ela colocava o valor do negócio todo em ações na nova empresa que será formada. Eles acham que um acordo com a Vale faz muito sentido e terá muita sinergia, querem a maior parte possível em ações."

Uma fonte na Vale ouvida pela Reuters disse que o presidente da empresa, Roger Agnelli, e o diretor financeiro, Fábio Barbosa, estão em Londres, sede da Xstrata, finalizando o acordo.

Outras fontes, no entanto, declaram haver "discrepâncias significativas entre as duas partes" e que nenhum valor teria sido acordado.

Procurada, a Vale disse que não comentaria o caso. Caso ocorra nova oferta, as informações relevantes terão de ser divulgadas ao mercado no Brasil, segundo as regras da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).